por Ed Jr.

Brightburn – Filho das Trevas (Brightburn), dirigido por David Yarovesky (“A Colmeia”) e produzido por James Gunn (o diretor da franquia “Guardiões da Galáxia”),  é um filme de ficção científica/terror/super-herói – tudo misturado mesmo! – com uma premissa bastante interessante: e se um bebê alienígena caísse na Terra, fosse criado por um casal de fazendeiros, mas se tornasse um vilão e não o Superman?

Quando uma criança alienígena cai no terreno da fazenda de Tori (Elizabeth Banks, franquia “Jogos Vorazes”) e Kyle Breyer (David Denman, seriado “The Office”), no interior dos Estados Unidos, o casal decide criar o menino como seu filho. Porém, ao entrar na adolescência, o jovem Brandon (Jackson A. Dunn, seriado “Shameless”) começa a descobrir seus poderes e, ao invés de se tornar um herói para a humanidade, passa a aterrorizar Brightburn, pequena cidade onde vive, tornando-se uma ameaçadora força obscura na Terra.

O elenco traz também: Meredith Hagner (“Nós Nunca Teremos Paris”), Matt Jones (seriado “Mom”), Gregory Alan Williams (“Duelo de Titãs”), Becky Wahlstrom (seriado “Joan of Arcadia”), Emmie Hunter (“Forever My Girl”), entre outros.

A ideia proposta pelos Gunn (Brian e Mark, respectivamente irmão e primo de James) é bastante original e segue fielmente os primeiros passos do herói mais conhecido de todos os tempos. A diferença começa com a mudança de direção nas atitudes do jovem ao descobrir seus poderes: nada de super-herói altruísta e bondoso, aqui em Brightburn – Filho das Trevas temos um supervilão ambicioso e vingativo.

Apesar da originalidade, a execução é medíocre. O roteiro, também assinado por Brian e Mark, é preguiçoso e cheio de clichês. Os personagens são mostrados de maneira muito superficial, sem preocupação com o desenvolvimento e deixando várias perguntas sem respostas. Por sorte, o fato de ser um filme de terror – com uma boa trilha sonora –  acaba compensando alguns desses defeitos. Os jumpscares estão lá, mas a aposta em momentos trash e gore é uma boa surpresa, com movimentos lentos de câmera, contemplando a destruição e o sangue nas mortes (pra lá de gráficas!) causadas pelo jovem.

O elenco realiza bem seu trabalho, mesmo com diálogos repetitivos e insossos. Destaque para Jackson A. Dunn (recentemente fez uma participação como jovem Scott Lang/Homem-Formiga no fantástico “Vingadores: Ultimato”), que nos traz um ótimo vilão psicopata com carinha de criança amável, e Elizabeth Banks, como uma mulher forte e mãe protetora que faria qualquer coisa para salvar seu filho, ainda que isso signifique perdê-lo.

Brightburn – Filho das Trevas tenta ser inovador e de fato apresenta uma criativa e interessante versão obscura do uso de superpoderes. Infelizmente, a produção entrega menos do que promete. De qualquer modo, se você curte super-heróis, terror e sangue, ir ao cinema pode ser uma boa pedida…

Nota: 6/10
PS: cena extra durante os créditos!
Dica: vá com uma companhia que se assuste facilmente! Isso sempre melhora qualquer filme de terror! 😉

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