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por Daniel Odon

Em Transe (Trance) é mais um filme dirigido pelo britânico Danny Boyle (quem dirigiu “127 Horas” e “Quem Quer Ser Milionário”) e conta com um respeitável elenco, James McAvoy (de X-Men: Primeira Classe), Rosario Dawson (de Sin City) e Vincent Cassel (de Cisne Negro). Este filme retrata bem o estilo de Boyle de intensamente explorar as cores, visuais cinéticos e trilhas sonoras pulsantes para captar a atenção dos espectadores.

O longa metragem se passa em Londres, em uma casa de leilão de obras de artes excepcionais e renomadas. O leiloeiro protagonista da estória é Simon Newton (James McAvoy), que se envolve com pessoas perigosas, lideradas por Franck (Vincent Cassel). Junto com seu bando, planejam o furto de uma obra rara do famoso pintor Francisco de Goya, avaliada em 27 milhões de libras. Durante o roubo, ocorrem alguns imprevistos e desacertos, de modo que Franck termina o serviço sem o quadro, cujo paradeiro somente Simon conhece, porém não se recorda por causa da amnésia decorrente de forte pancada sofrida na cabeça.

Para buscar a informação no cérebro de Simon, envolvem a terapeuta especialista em hipnose Elizabeth Lamb (Rosario Dawson), que passa a integrar o grupo de criminosos com esse objetivo. A trama do filme se desenrola de forma bastante inteligente e entrecortada nos mistérios da mente de Simon. Enriquece e agrega à narrativa uma das características marcantes do estilo Boyle de direção, a atuação do ator diretamente com a câmera com o intuito de criar uma atmosfera de intimidade e conexão com o público. É uma estratégia inteligente e cativante, papel muito bem executado por James McAvoy – que interpreta Simon.

Certamente que “Em Transe” não representa uma produção de mesma envergadura que “Quem Quer ser Milionário” ou “127 Horas”, mas sem dúvida alguma compõe uma bela obra. A trama é inteligente, bem desenvolvida e de cenas concatenadas, mantendo constante o clímax e ansiedade do espectador sobre o desvendo do enigma sobre o paredeiro da pintura de Goya e a inter-relação dos protagonistas. A energia e o entretenimento do filme é muito bom, além de contar com a exuberante nudez renascentista de Rosario Dawson. Uma boa pedida para o final de semana!

Nota: 9/10

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