por Ed Jr.

Frankie (Frankie), novo filme Ira Sachs (“Deixe a Luz Acesa”), diretor indicado à Palma de Ouro no Festival de Cannes em 2019, é uma produção de drama que aborda uma família em meio à uma tragédia esperada, as relações entre os familiares e suas reações perante os acontecimentos.

Na trama, Frankie (Isabelle Huppert, “Elle”) é uma famosa atriz francesa que descobre estar muito doente. Com perspectiva de morrer dentro de poucos meses por conta do avanço de seu câncer, ela se refugia em Sintra, Portugal, onde pretende passar os seus últimos dias ao lado dos familiares que, aos poucos, descobrem a gravidade da situação enquanto precisam lidar com seus próprios dilemas.

O elenco conta ainda com: Marisa Tomei (ganhadora do Oscar por “Meu Primo Vinny”), Jérémie Renier (“Na Mira do Chefe”), Pascal Greggory (“Piaf – Um Hino Ao Amor”), Brendan Gleeson (“No Coração do Mar”), Greg Kinnear (“Pequena Miss Sunshine”), entre outros.

Filme tipicamente europeu, trejeitos de Woody Allen (pessoas caminhando, divagando sobre a vida) e paisagens bucólicas… Assim podemos ‘resumir’ Frankie. Com locações espetaculares ao fundo, a produção de Ira Sachs fala sobre perdas, crises, divórcios, e como cada personalidade tem um jeito diferente de lidar com essas nuances.

Trabalhar esses temas em meio a tantos personagens não é simples, e Sachs arrisca ao optar por tratar tudo isso em um dia, com meros diálogos, sem interrupções ou cortes e, na maioria das vezes, somente entre duas pessoas. Felizmente, o que poderia ser insuportavelmente chato bastante repetitivo acaba dando um ritmo agradável ao filme, trazendo certa leveza e sensação de intimidade.

Para o elenco, esse tipo de produção – onde até o silêncio fala – favorece demais os competentes. Cada um tem seu momento de destaque individual e todos vão muito bem ao expressar os sentimentos envolvidos nas situações apresentadas, inclusive com interações em outras línguas (além do inglês, há também diálogos em francês e português).

Frankie é um filme simples. Entretanto, ainda que no fim das contas seja um tanto raso, as conversas quase terapêuticas em paisagens dignas de cartão postal te fazem refletir um pouco sobre sua própria vida. Não é inesquecível ou fora da curva, mas é um bom entretenimento.

Nota: 6,5/10

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