por Ed Jr.

Kursk – A Última Missão (Kursk), adaptação do livro “A Time to Die: The Untold Story of the Kursk Tragedy” de Robert Moore, é dirigido por Thomas Vinterberg (“A Caça”, “Submarino”) e mostra a tragédia russa ocorrida no acidente envolvendo o submarino K-141 ‘Kursk’ durante um treinamento.

Baseado em fatos reais, o filme narra a explosão e o naufrágio do submarino nuclear ‘Kursk’ no ano 2000. Diversos países, incluindo os EUA, oferecem sua assistência, mas a Rússia insiste que tem a situação sob controle. Liderados por Mikhail Averin (Matthias Schoenaerts, “Operação Red Sparrow”, “A Garota Dinamarquesa”), os tripulantes do Kursk tentam sobreviver às águas geladas do Mar de Barents enquanto esperam por um resgate que pode não chegar por causa do descaso e do orgulho das autoridades russas.

O elenco conta com: Léa Seydoux (Tanya Averina), Peter Simonischek (Almirante Grudzinsky), Colin Firth (Comodoro David Russell), August Diehl (Anton Markov), Max von Sydow (Vladimir Petrenko), Magnus Millang (Oleg Lebedev), entre outros.

Não podemos dizer que Kursk – A Última Missão (projeto distribuído lá em 2018 nos cinemas estrangeiros o.O e apadrinhado pelo excelente Luc Besson, de “Anna: o Perigo tem Nome”, “Lucy”) seja um filme inovador ou diferente daqueles de ação e drama que temos todos os anos nas telonas. Entretanto, ainda que tenhamos emoção – talvez até possíveis lágrimas do espectador –, o sutil apelo moral da produção é inegável.

Vinterberg traz o herói, bonito e gentil, porém firme e corajoso; e vilões, orgulhosos e frios em seus altos escalões de comando. Divididos entre o ambiente claustrofóbico do submarino afundado e as salas e navios onde as decisões são tomadas, o filme nos apresenta personagens típicos do gênero, mas, infelizmente, sem a profundidade necessária para entendermos cada personalidade.

Esteticamente falando, o filme é muito bom. Belas cenas de ação, explosões e agonia de prender o espectador na cadeira marcam as passagens no submarino. A fotografia é excelente, em especial nos momentos de takes abertos tanto no alto mar quanto na pequena cidade russa onde as famílias dos marinheiros aguardam notícias. Pena que, como dito acima, erraram a mão na construção dos personagens.

O elenco também vai bem, apesar de não haver algum destaque. Matthias Schoenaerts se mostra um protagonista forte, com frases de efeito e atitudes que se espera de um mocinho. A coprotagonista Léa Seydoux, por sua vez, traz uma esposa/mãe/dona de casa grávida, desesperada e preocupada, mas tão guerreira e forte quanto o marido.

Em suma, podemos dizer que Kursk – A Última Missão é bom, mas se perde entre cenas um filme de ação comum e uma fraca tentativa mais artística de expressar os sentimentos dos personagens diante das perdas. A ida ao cinema pode valer a pena, mas não se sinta mal por esperar um pouco para assisti-lo em casa.

Nota: 6/10

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