Velozes-e-Furiosos-6-poster-04Abr2013

por Daniel Odon

Velozes e Furiosos 6 (Fast and Furious 6) segue inabalável como uma das sequências de ações mais bem sucedidas de Hollywood. A sexta versão, além do recheado elenco (Dwayne Johnson – the Rock, Vin Diesel, Paul Walker, Michelle Rodriguez e o rapper Ludacris), reúne os personagens das versões anteriores e conta com a primorosa direção de Justin Lin – que dirigiu outros três filmes da série – e um bom enredo de Chris Morgan. Apesar da franquia “Velozes e Furiosos” ser considerada uma produção de segunda classe em Hollywood, sua receptividade pelo público mostra o inverso no senso popular.

Esta sexta produção angariou, até semana passada, 1,8 bilhões de dólares em ingressos nos Estados Unidos para a estréia. Possui mais de 16 milhões de views no YouTube e 24,9 milhões de “curtidas” no Facebook, os melhores termômetros da simpatia do público. Para se ter uma ideia do quão significativo são esses dados, somente o filme “Avatar” supera esse volume de aceitação para os congêneres filmes de ação na mídia social. Sua campanha publicitária foi muito mais acolhida e aguardada pelo público do que “Homem de Ferro 3” e “Star Trek – Além da Escuridão”, por exemplo. O Fizziology, maior site de dados estatístico em tempo-real sobre a mídia social, aponta o “Velozes e Furiosos 6” como o filme mais comentado da atualidade pelas redes sociais. Fora isso, Vin Diesel possui 39 milhões de fãs no Facebook. Somente Will Smith ultrapassa essa cifra, dentre os atores do gênero – a título de curiosidade, Dwayne Johnson, the Rock, tem 8,1 milhões de fãs e Ludacris 6,8 milhões. Isto basta para tornar “Velozes e Furiosos” uma franquia lucrativa e bem sucedida, independente de ser ou não considerada uma produção de segunda classe em Hollywood. Por esta razão que a Universal Studios incentiva e continuará incentivando o seguimento da série.

Este impacto surpreendente no apreço popular não apenas reflete uma força incomum e inexplorada das séries cinematográficas de ação como também chama a atenção para uma maior valorização e cultivo da opinião dos fãs na plataforma online. Tanto no quinto filme da série, quanto neste sexto, a produção contou com diversos palpites dados pelos fãs, tal qual a escolha dos carros e o retorno de Letty (Michelle Rodriguez), uma favorita do público que supostamente havia morrido no quarto filme da série. Nos Estados Unidos, sua campanha publicitária de estréia – agendada para este fim de semana – somente divide espaço e atenção do público com o terceiro filme da série de comédia – igualmente bem sucedida – “Se Beber não Case” (da Warner Studios) que, curiosamente, também dividiram as atenções no passado, quando do lançamento de “Velozes e Furiosos 5” e “Se Beber não Case –Parte II” – tendo gerado, cada um, 86 milhões em vendas de ingressos na estréia.

A sexta edição da série “Velozes e Furiosos”, portanto, prossegue na temática do quinteto antecedente. Nesta versão, o policial Hobbs (Dwayne Johnson) vai a procura de Dom Toretto (Vin Diesel) e sua turma para ajuda-lo a combater um grupo de mercenários internacionais, habilidosos motoristas, que assolam a cidade de Londres. Como Dom e Brian O’Conner (Paul Walker) haviam decidido largar a vida bandida, o gancho necessário para reinclui-los na trama foi a captura da imagem de Letty (Michelle Rodriguez) operando no grupo inimigo. Como Dom e Brian pensavam que Letty estava morta, imediatamente aceitam aliar-se a Hobbs, desmantelar a quadrilha criminosa e resgatar Letty, que se mantém no grupo inimigo porque perdeu a memória no acidente sofrido.

Diferentemente do que parece, a turma de Dom não encontra facilidade em dominar o pedaço das ruas ocupado pelo grupo inimigo liderado pelo igualmente multiversado e inteligente Owen Shaw (Luke Evans). Em meio às rivalidades e diversificadas cenas de ação, Letty vai enxergando paulatinamente que seu líder, Shaw, não é um sujeito virtuoso como seu alter-ego Dom, enquanto Hobbs e o grupo de Toretto vão se identificando e se afeiçoando a cada investida contra o mau. A narrativa, desta vez, vai muito além das simples corridas de carros e rachas, adentrando na assunto corrente do terrorismo internacional e do inimigo transfronteiriço, personificado na pessoa de Shaw e seus seguidores.

“Velozes e Furiosos 6” é, sem dúvidas, um dos melhores filmes de ação deste ano. Seu enredo é cativante e o entusiasmo criado pelas multifacetárias cenas de ação mantém-se constante do início ao fim. Na opinião deste humilde crítico, depois do primeiro filme da série, esta é a edição que proporciona maior empolgação e satisfação ao amante do gênero e fã da franquia, sobretudo com relação ao genial final pós-crédito que prenuncia o sétimo filme da série com Jason Statham como vilão. Mais uma feliz e majestosa estratégia hollywoodiana que de antemão põe a sétima produção como recordista da excitação e especulação popular, bem como dos burburinhos nas mídias sociais, o que só confirma a lucratividade e sucesso da franquia “Velozes e Furiosos”.

Nota: 9/10

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