E Tal: Os Inimigos das Bolachas Negras

Publicado: 23/02/2011 em E Tal
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por Alexandre Saldanha

A RESSURREIÇÃO DAS BOLACHAS NEGRAS

Durante quase vinte anos os discos de vinil, tecnicamente chamados de LONG PLAYS, foram banidos das lojas e rebaixados a velharia sem importância comparada às novas tendências de mídia musical. Mas, de um tempo para cá, como num passe de mágica, os velhos LPS se tornaram uma nova esperança para o aumento das vendas e o ganho de novos consumidores para o mercado fonográfico que, com o avanço da tecnologia cibernética, sofre com a pirataria por conta dos autos preços da matéria prima usada para se fabricar CDs e DVDs.

A aposta nos LPS é tão alta que a empresa DECK DISC comprou e reformou a antiga fabrica de Discos de vinil, a POLY SOM, e está lançando diversos títulos de seus artistas (PITTY, FERNANDA TAKAI, entre outros.) em LP.

Além de tábua de salvação da indústria musical os discos de vinil reafirmaram seus postos de objetos de cobiça para colecionadores e admiradores daquele bom chiadinho do “bolachão”.

Para muitos colecionadores os LPS têm status de verdadeiras jóias sendo vendidos ou leiloados a preço de ouro, a exemplo do disco “Paêbirú” do cantor Zé Ramalho, que chega a custar mais de R$ 4.000,00 (quatro mil reais).

PICK UPS v.s MP3

Em épocas em que se é comum cogitar a troca dos CDs pelos aparelhos que toquem MP3, há quem prefira investir em uma “radiola” ou “pick up” só para poder colecionar os velhos LPS.

A tendência “retrô” do vinil é tão forte que algumas marcas do mercado fonográfico voltaram a produzir “pick ups” com um grande requinte de tecnologia, como é o caso da empresa americana NUNMARK que acrescentou entradas USB nos toca discos.

Esta mesma empresa vendeu um milhão de unidades de suas PICK UPS no ano de2009, tendo como público alvo DJs e, principalmente, pessoas comuns.

 

QUALIDADE POSTA A PROVA

É antiga a discussão sobre a qualidade do CD, do LP e da música digital em MP3.

Mas a suposta limpeza no som do CD já não é mais o pretexto perfeito para a sua sobre vida no mercado. Durante muito tempo se dizia que a qualidade do CD era superior a do LP porque nele, através de depurações computadorizadas chiados, estalos e outros ruídos de captação ou reprodução ficavam de fora.

No entanto a “magreza dietética” sonora dos CDs acabou por eliminar a fidelidade dos timbres de captação obtida nas sessões de gravação de um álbum, o que significa perda na qualidade dos sons agudos e graves durante uma gravação ou de uma reprodução radiofônica.

Nos casos de músicas compactadas em arquivos de MP3 a situação piora de forma monstruosa, pois se perde mais de 90% da qualidade de áudio em uma compactação musical no formato digital.

Com o Disco de Vinil a história é outra. Nas gravações analógicas dos LPS todos os graves e agudos são perfeitamente perceptíveis. Isso porque na gravação analógica desde o momento da gravação original da música até sua prensagem em disco de Vinil não há depuração digital do som, ou seja, é pura alta fidelidade.

Levando em consideração que um disco é prensado sob condições ideais e tocado em um sistema de alta capacidade, o vinil pode restaurar algumas propriedades perdidas do som.

 

OS INIMIGOS DAS BOLACHAS NEGRAS

As chatices deste contra ataque do império das bolachas negras são os preços ainda proibitivos dos LPS, as poucas e caras PICK UPS de qualidade no mercado brasileiro e a escassa quantidade de agulhas e caixas acústicas próprias para este hobby.

Ademais continuamos com o prazer e o charme das bolachas de lado A e de lado B com suas majestosas capas e som robusto.

 

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comentários
  1. Pedro de Moura disse:

    Melhor formato! Sem dúvida

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