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por Thandy Yung
 
Após passar anos sofrendo com a sina de ser um bobalhão nos cinemas e nunca ter um vilão digno de seu poder, finalmente o super-herói original recebe um filme à altura. E é para deletar de uma vez por todas os fiasco de Superman – O Retorno que O Homem de Aço vem ao mundo. O que se tem é um filme completo, cheio de reviravoltas, que consegue arrepiar, fazer pular da cadeira e marejar os olhos. Tudo isso graças a uma sequência de acertos que vai desde o diretor, roteirista e produtor até chegar ao elenco. 
Agora, se você vive em outro planeta e não faz a mínima ideia de quem seja o Superman, não se preocupe. O Homem de Aço é um filme de origem e explica de maneira formidável tim-tim por tim-tim da trajetória de Kal-El/Clark Kent.
Qualquer semelhança com a trilogia do Cavaleiro das Trevas não é coincidência. David Goyer é o roteirista responsável por ambas as histórias. E merece palmas por seu trabalho. Usando o bom e velho flashback para mergulhar na vida de Clark, o roteiro consegue mesclar emocional histórico com cenas de ação que fazem Michael Bay parecer estagiário de destruição em massa e lutas que deixariam Goku e Vegeta com inveja.
Tal qual aconteceu com Batman após passar pelas mãos de Nolan, o Superman agora é outro (e também perdeu a cueca por cima dos trajes). O que se tem aqui é a reinvenção cinematográfica do herói. Ignore tudo o que já viu sobre o homem da capa vermelha. Preocupação na medida certa, fúria, divisão entre os dois mundos – tudo o mais realista possível (afinal, ainda é o Superman). Este filme é quem vai ditar o que o mundo terá daqui para frente.
Que o Superman é o mais “apelão” de todos os heróis não é segredo. O poder assombroso acabou se tornando o maior defeito do herói: sem medo de perder, as lutas perdiam a graça. Pois bem, esqueça isso. O que se tem em O Homem de Aço são antagonistas com força compatível, e treinados. Prepare-se, então, para algo raro: Superman apanha. E não apanha pouco.Sobre Zod, vale enaltecer a fúria que salta aos olhos de Michael Shannon durante as cenas. Apesar de ser um dos melhores (se não, o melhor) vilões  que passou pela história do Superman no cinema, gasta-lo já no primeiro filme pode ter sido uma escolha perigosa. Afinal, qual carta tirar da manga para uma continuação no mesmo nível?
Quando se fala em força, é preciso dizer também para esquecer o Superman comedido, quase bobalhão. Aqui, Clark sabe exatamente do que é capaz, e usa isso de maneira bastante pertinente. Pasme: até uma pontada de humor e sarcasmo consegue sair da pele de aço.
Para a mulherada que babou por Thor em seu filme solo, uma boa noticia: o Clark de Henry Cavill é, sem nenhuma dúvida, a versão mais bonita, carismática e sexy do herói em toda a história do cinema. E claro, aparece sem roupa o tempo inteiro. Afinal, mulher também lota sessão.Mas não é só o físico sensacional que faz Cavill entrar para a história. Se Christopher Reeves foi o rosto do Homem de Aço nos últimos 35 anos, o novo nome para o herói acaba de ser dito. E o grande trunfo do ator está em ele não ser apenas um saco de músculos. Há sentimento, há dor, olhos marejados e sorrisos sinceros. O ator entrega ao público um pacote completo do que o herói que traz no peito o símbolo da esperança precisa ter.Aos que esperam há décadas por um filme que honre o herói, é chegada a hora. E mais: invistam nos óculos 3D no rosto. Ele fará sua vida mais feliz nas cenas em Krypton e durante todos os momentos de ação.

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