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por Dan Costa

Eternidade pode ser uma maldição…

Após alguns atrasos por conta de Fukushima, troca de diretor, etc e também seguido de muito receito por conta do último filme de 2009, X-Men Origens: Wolverine, Hugh Jackman volta para tentar representar o mutante favorito (pela sexta vez) dos fãs da Marvel de forma merecida. Será que ele consegue?

Wolverine – Imortal é baseado na história de Claremot-Miller, Eu, Wolverine, enorme sucesso nos anos 80 e um dos contos favoritos de Hugh Jackman. O filme, que se passa após os acontecimentos de X3, é ambientado no Japão e mostra Wolverine mais pacato, lutando contra o seu instinto animal após a morte de Jean Grey (Famke Janssen). Já no oriente médio, Wolverine está mais vulnerável, cansado de ver as pessoas que ele ama morrer. O fato de ser imortal acaba virando um fardo para ele. Acontece algo na película em que Logan perde seu fator de cura, ele se fere, sangra e se vê obrigado a liberar sua raiva e lutar contra a Yakuza, ninjas, etc. para salvar Mariko, seu amor no Japão, encenada pela bela japinha Tao Okamoto. E meus queridos, digo para vocês que essa é a melhor encarnação de Wolverine já vista nas telonas. Hugh Jackman está maior, trabalhando com um roteiro que ele sempre quis e Wolverine simplesmente destrói! Sim, existe sangue no filme! Identifiquei uns dois “shits” e um “fuck” durante o longa. Uma grande melhora, para quem conhece o personagem. O filme de 2009 foi uma aberração em vários sentidos, e o que mais me ‘emputeceu’ foi a versão “clean” do berserker.

Saiu essa semana que o bluray/dvd do filme terá uma versão estendida e unrated! Ou seja, as restrições de idade no cinema vão para o beleléu! O que era bom, com certeza, ficará bem melhor.

O filme não está cheio de personagens como o seu antecessor. O elenco é formado 90% por orientais, 95% dele é ambientado no Japão e a história é algo novo, ou seja, nada de zona de conforto aqui. O personagem principal tem que enfrentar, além do pessoal mencionado acima, a bela e perigosa Víbora (Svetlana Khodchenkova) e o letal Samurai de Prata (Will Yun Lee).  O diretor James Mangold conseguiu fazer um filme do Wolverine que não é ação, porradaria durante todo o longa. O filme pode ser considerado um ‘thriller mutante’, se me permitirem ‘criar’ esse termo. Sua direção foi eficiente e Mangold mostra todo o seu talento vistos em filmes como Identidade e Johnny e June.

Além de ser uma continuação do péssimo X3, Wolverine – Imortal arruma o caminho para X-Men: Days of Futures Past, que será lançado ano que vem. Jean Grey, isso já não é mais spoiler, está bem presente no filme e chega a ser um pouco importante na história.

Resumindo: Essa é a oportunidade de ver Wolverine e Hugh Jackman no ápice da sétima arte. Não sei se o ator voltará a interpretar outro filme solo do herói, mas se isso não ocorrer estaremos bem servidos. De novo, a conversão em 3D é caça-níqueis, então veja em 2D mesmo e gaste o dinheiro que sobrou numa pipoca grande para a namorada. Ah, eu preciso avisar ainda que você tem que esperar a cena pós-crédito?

Nota: 9/10

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