Poster Círculo de Fogo

por Dan Costa

“Para enfrentar monstros, nós criamos monstros”.

Esse é um ótimo resumo de Círculo de Fogo (para vocês não confundirem com outro filme homônimo, esse se chama Pacific Rim, em inglês).  

Agora falando “sério”. O Círculo de Fogo é o mais novo filme do diretor Guillermo del Toro (Hell Boy, O Labirinto de Fauno), e mostra a Terra sendo destruída aos poucos por monstros que vêm das profundezas do oceano. Godzilla? Não, monstros gigantescos capazes de aprender rapidamente como destruir qualquer defesa que os humanos possam criar para pará-los. Em meio ao caos, governantes mundiais decidem se ajudar para construir seus “monstros” para combater as contínuas ameaças. Inicia-se a guerra entre Jaegers (os robôs) e Kaijus (monstros submarinos).

Círculo de Fogo começa frenético, sem perder tempo para explicar quem é quem. Acho que se explica como a Terra ficou do jeito que se encontra no filme em menos de 10 minutos. E isso não é ruim de forma alguma, pois quando o filme realmente “começa” não perdemos tempo com o desenvolvimento desnecessário de algumas situações. Aconteceu e pronto!

O diretor Guillermo del Toro mais uma vez mostrou o seu talento por de trás das câmeras. As cenas são alucinantes (como gosta de dizer um amigo meu) e bem dinâmicas. Eu estava certo que iria ver um “Transformers” ou algo de Michael Bay, com 20000000000000 explosões e sem conteúdo, mas acabei assistindo a um filme de ação do mais alto nível em sua forma mais pura. Hollywood anda destruindo o planeta em diversas ocasiões ultimamente, mas de alguma forma o Círculo de Fogo se diferencia.

Uma dessas diferenças é a escolha do elenco. Claro que temos um ou outro personagem descartável e clichê, mas quem rouba o filme, e não apenas uma cena, é o ator Idris Elba que está em alta. Elba é um ator intenso e demonstra toda a sua qualidade no papel de Stacker Pentecost, um ‘piloto’ de Jaeger, um pioneiro na guerra contra os monstros. Existem boatos de que ele gostaria de ser o primeiro James Bond negro e digo que ele é mais que capaz para assumir o papel. Uma aparição de figurinha marcada dos filmes de del Toro foi a de Ron Perlman, mais conhecido como Hell Boy. Perlman faz sua ‘estréia’ como humano em filmes do diretor.

Resumindo: Círculo de Fogo é um filme de monstros contra robôs, muita ação, com boas atuações e um ótimo diretor. Quando você dá um orçamento gigante para um diretor competente, ele só pode fazer um ótimo filme. O 3D é bom, apesar de terem utilizado a pós-conversão do efeito. Vale lembrar que esse é um filme para os manos, acho difícil as ‘mina’ curtirem. Imaginem ‘O Wolverine’ mas com camisa. Pois é, elas não vão gostar.

Nota: 9/10

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