por Amanda Leite

A Múmia (The Mummy) dirigido por Alex Kurtzman (Roteirista de “Bem-vindo a Vida” e “Fringe”) é um filme estadunidense de ação, aventura e fantasia, lançado no de 2017.

Os saqueadores Nick Morton (Tom Cruise, “Missão Impossível” e “Entrevista com o Vampiro”) e Chris Vail (Jake Johnson, “Vizinhos” e “New Girl”) encontram por acidente um tumba no Iraque (antiga Mesopotâmia). Junto a arqueóloga Jenny Halsey (Anabelle Wallis, “Anabelle” e “Rei Arthur – A Lenda da Espada”) eles tentam descobrir o segredo por trás da nova descoberta.

A nova febre de universos dentro dos estúdios hollywoodianos bateu a porta da Universal e nos trouxe o Dark Universe. Com personagens diferente daqueles apresentados por outros estúdios (que tratam de super-heróis), o Dark Universe trará personagens clássicos como: Drácula, Van Helsing, Lobisomem, O Homem Invisível, a Noiva de Frankenstein, e os mais novos anunciados que são O Corcunda de Notre Dame e O Fantasma da Ópera.

Bom, o lançamento do novo universo se deu por meio do reboot de “A Múmia” e olha, não foi tão bom quanto a expectativa que o anúncio trouxe.

Particularmente eu fiquei bastante eufórica ao saber, já que sou fã do filme “A Múmia” de 99. Eu sabia que não seria a mesma coisa, que seria uma história introdutória e diferente a um novo mundo, mas não esperaria que teria uma inicialização tão fraca. O pior foi que junto ao  anuncio vem a notícia de Tom Cruise no papel principal (na década passada sendo ocupado por Brendan Fraser).

Vamos começar a falar do filme que no meio da caminho já me deixou bastante sonolenta. A história central do filme, ou a história que mais nos prenderia (ou me prenderia) ao longo do filme é lançada logo nos 3 primeiros minutos de filme. A história da múmia, e rápida e rasa. E colocada uma motivação,e a realização para alcançar seu objetivo e bastante forçado. A história do filme como um todo é rasa.

Conforme a história vai se destrinchando, vamos sendo apresentados aos personagens e seus desenvolvimentos param por aí. Não se cria uma empatia por tais, e isso fica claro o fraco roteiro e suas interpretações medianas, salvo de Jack Johnson que ainda trouxe uma interpretação relevante mas sendo pessimamente explorado. Tom Cruise parece que apenas quer mostrar que ainda está em forma com suas cenas sem dublê (saudades Lestat); não tem feição, as cenas mais cômicas parece aquele seu amigo que não sabe contar piada e precisa falar que acabou. Anabelle fez ali seu feijão com arroz, ficou por aí, o que não é falta de habilidade, é roteiro mesmo. Sofia Boutella, a nossa múmia, se esforça, tem momentos bons mas pronto. Difícil também quando a maior parte do tempo e sexualização dela, 80% de Sofia seduzindo (fico triste já que com a Múmia de 99, Arnold Voosloo e Patricia Velasquez me traziam um ar de tensão).

Resumo: os personagens são atacados, não são desenvolvidos e mudam da água pro vinho. Não existe uma progressão, de cafajeste a bonzinho Tom Cruise muda por conta de uma fala. E a única coisa positiva que esse desleixo trouxe foi o fato do personagem de Russell Crowe ter algum segredo que te faz ficar com uma vontade de saber mais, chegando até a deduzir. (E nem desleixo isso é, isso é proposital mesmo kk)

O filme nos mostra boa fotografia e bons figurinos, alguns momentos me lembrou bastante a caracterização de Piratas do Caribe, o que é bom, continuem assim. A trilha sonora não é relevante, não nos faz adentrar no filme, não cria clima, já que algumas partes a proposta e tensão e suspense e nenhum sentimento é despertado.

A Universal poderia ter se esforçado mais com seu filme introdutório já que seu universo é diferente dos outros, o reflexo que isso trouxe foi de um estúdio que só queria entrar na “corrida das bilheterias”, um pouco negligente na realização do primeiro filme.

Para mim, “A Múmia” é aquele filme para se assistir em casa, quando você não tem outro mais relevante e quer seguir a linha cronológica que começou da Dark Universe.

Nota: 5/10

 

Obs. Tom Cruise, você não é Ethan Hunt, supere isso. Grande parte da minha nota é  por conta de você. Incorpora o Lestat!!

 

Obs2. A nota não está mais baixa pelo simples fato de ser o primeiro filme, e como já vimos antes, costumam sempre ser os mais atacados (vide DC).

 

Obs3. Eu implico um pouco com Tom Cruise.

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