por Dan Costa

Essa semana foi cheia de críticas de filmes por aqui no Filmesetal! Para continuar nesse ritmo frenético, vou postar agora a crítica do filme O Ritual. Vamos logo ao que interessa, certo mano? Cheguei ao cinema com poucas expectativas, depois de ler críticas bem mornas sobre esse filme. Mas tentei ver o filme sem me deixar influenciar pelo que li e ouvi previamente. Como dizia nosso amigo, Jack, o Estripador – “vamos por partes”.

O Ritual conta a história de Michael Kovak (Colin O’Donoghue), um jovem agente funerário que trabalha com o pai Istvan (Rutger Hauer). Cansado de trabalhar na Funerária, Michael decide se tornar padre mesmo sem ter o apego pela fé e desacreditando na presença de Deus e do Diabo. Michael recebe um convite da igreja, para ir à Roma para tentar conqusitar a tão procurada fé e respostas de todas as suas dúvidas e se tornar um exorcista. Em Roma, encontra-se com o Padre Lucas (Anthony Hopkins) que o deverá fazer crer nas duas entidades.  Lucas e Michael vão ao encontro de pacientes que necessitam do exorcismo, e Michael vê que o procedimento é bem diferente do que imaginara, o que dificulta sua aceitação da exisência de forças divinas. O jovem padre conhece Angelina (Alice Braga) uma reporter que está fazendo um curso em Roma, para aprender mais sobre o exorcismo e escrever uma matéria pra desmistificar esse ritual. Coisas começam a acontecer e Michael tem suas dúvidas respondidas de uma vez por todas, acreditando no Bem e no Mal.

A direção do filme fica por conta de Mikael Håfström, que já fez ótimos trabalhos em outros filmes como 1408 e Fora de Rumo. Tinha horas que o estilo de filmagem lembrava O Exorcista, mas a comparação para aí mesmo.

Não há muita coisa para falar da atuação, que foi bem acima da média. Colin O`Donoghue se sai bem, demonstrando melancolia e solidez no papel. Ponto fraco para a hora que ele tem que crescer um par de testículos, e não é firme o bastante na hora de confrontar o Tinhoso. Alice Braga é crível e melhorou muito seu inglês, comparado com seu papel em Predadores. Ela tem grande potencial para continuar em Hollywood e crescer. E Anthony Hopkins. O cara é o cara! Até a primeira metade do filme, ele está em stand-by, mas no ato final, Hopkins destrói e convence.

Resumindo: O Ritual não é nenhum O Exorcista. Nenhum outro filme sobre esse tema vai ter tanto impacto quanto o filme de 1973, mas O Ritual consegue ser bem superior à aberrações com a mesma temática lançadas nos últimos anos.

 

Nota: 7/10

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