por Pedro Rocha Correia Gay

Uma espécie de entusiasmo com lucidez e pancadaria. Esse é o contexto do novo filme da saga do Guerreiro Cimeriano.

O começo da trama se qualifica com entusiasmo, porque expõe de forma veemente como Conan teve esse ímpeto por guerras e matanças. E convenhamos, foi bem composta a sua trajetória logo no início ao explicar toda a órbita desde do seu nascimento conflituoso até a saga do pequeno beligerante.

Não obstante, a lucidez presente no filme, enfatiza  uma atmosfera mais concisa em relação a primeira película do Conan estrelado por Arnold Schwarzenegger.  Nessa base, avalía-se o próprio personagem que tem mais qualidades, como um indivíduo, é mais articulado e ágil, do que a força propriamente dita do seu antecessor.

Entretanto, a magia e o ar misterioso que durante anos foram características do Conan Schwarzenegger, de fato foram amenizados e descartados na nova composição. E isso fez perder a identidade do guerreiro enigmático.

Além disso, o enredo é básico e muito padronizado, clichê, porque aborda todos os aspectos de um filme pseudo-épico com chavões de uma donzela perseguida por uma feiticeira e um déspota e resguardada pelo sanguinário herói movido pela vingança.  E assim, vislumbramos mais pancadaria do que o soco no camelo, protagonizado pelo Conan ex- governador da Califórnia.

Em síntese, é uma obra cinematográfica abstrata, ou seja, nada além do básico de um filme de ação, mas transforma a história do Conan em algo explicável e concreto.

 Nota: 5/10

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