OHUJI - Poster Bilbo

por Dan Costa

Os órfãos da trilogia O Senhor dos Anéis ficarão muito gratos com a nova jornada de Bilbo no novo filme de Peter Jackson, O Hobbit – Uma Jornada Inesperada.

O filme, que estréia nessa sexta-feira, dia 14 de Dezembro, conta a história do curioso hobbit Bilbo Bolseiro, em uma aventura que aconteceu 60 anos antes da primeira película. Bilbo (Martin Freeman) aceita o convite de Gandalf, o Cinzento (Ian McKellen) para se unir a um grupo de 13 anões em uma épica jornada para chegar às Terras Ermas, em busca do dragão Smaug que fez os anões saírem de seu lar com muita destruição e morte.

Quase 10 anos após o final da primeira trilogia, o diretor Peter Jackson dá início a uma nova aventura de três (longos) filmes, levando o telespectador de volta ao shire. O Hobbit é um filme ambicioso, grandioso e possui quase todos os elementos existentes no filmes da primeira trilogia, mas acredito que faltou um pouco mais de “ação”. Não que isso seja algo ruim, mas para quem estava acostumado com as batalhas épicas dos outros filmes sentirá falta disso aqui.

Temos algumas participações de personagens que fizeram parte da primeira trilogia, como Frodo (Elijah Wood), Elrond (Hugo Weaving), Galadriel (Cate Blanchett) e Saruman (Christopher Lee), que nos dão uma sensação de déjà vu. Mas quem rouba a cena, de novo, é Andy Serkis no papel de Gollum. Perfeito! O nosso personagem favorito aparece em uma parte do filme apenas e é o suficiente para roubar o show para si. O mais interessante, e notável, é a diferença que esses 10 anos entre um filme e outro fizeram na composição dos efeitos para produzir o personagem. Gollum está muito mais realista, assim como todos os outros “monstros” do filme.

A atuação do novo elenco é mediana, já que temos 13 novos personagens e nenhum tempo quase para a introdução deles. Martin Freeman (Bilbo) tem uma grande atuação, mas fica longe de Elijah Wood (Frodo), não sei se no carisma ou presença na tela, mas parece que o filme pesou nas costas do curioso hobbit. Sir Ian McKellen também é outro que distoa do resto do elenco, fazendo um ótimo trabalho como Gandalf. Acredito que o êxito nesses dois papéis dá-se ao fato de que ambos os personagens já eram conhecidos e já tínhamos alguma empatia por eles.

O Hobbit foi filmado com a tecnologia High Frame Rate, uma altíssima taxa de quadros por segundo , tornando a experiência de ver um filme bem mais realista e mais confortável ao olho humano. Com 48 frames por segundo, a película poderá ser vista em apenas algumas salas aqui no Brasil que suportam essa nova tecnologia. O filme também será lançado em 3D, 2D e no maravilhoso IMAX.

Resumindo: O Hobbit não é um filme perfeito mas vai agradar tantos os fãs de J.R.R. Tolkien quando àqueles que nunca viram O Senhor dos Anéis. Com suas 2h 49 min, a película não se arrasta e faz com que o espectador tenha uma ótima e inesperada jornada. Como vi o filme em 2D, não terei como opinar no 3D mas pelos elementos que vi durante o filme, a experiência deve ficar bem mais interessante com os óculos.

Nota: 9/10

OHUJI - 30sht_Gollum

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2 comentários »

  1. Putz .adoro os filmes do senhor do aneis, mas 3 outro s filmes de qse 3 horas de novo e sem muitas batalhas nao sei se terei paciencia.sei que o livro original tem +\- 600paginas e esse diretor tenta colocar o maximo de detalhes possiveis, mas como vc escreveu que o filme nao disaponta , talvez ru de uma chance e assista

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