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Por Johnny

Quando Mitch Rapp (Dylan O’Brien) perde sua esposa em um ataque terrorista, a única coisa que ele consegue ver é vingança. Após treinar e se tornar um excelente assassino e soldado, Irene Kennedy (Sanaa Lathan) mostra interesse em Mitch e busca ajuda do antigo veterano Stan Hurley (Michael Keaton) para colocá-lo na linha e salvar o mundo de uma ameaça nuclear. Dirigido por Michael Cuesta com a participação de Shiva Negar, Taylor Kitsch e Scott Adkins. Baseado no livro Assassino Americano de Vince Flynn.

Dylan O’Brien faz uma tarefa muito difícil de mandar bem em um personagem ruim. Em seus momentos de tensão e tirando os diálogos mais fracos, é bem claro o talento do ator. Especialmente no primeiro ato do filme, Dylan mostra uma gama de emoções bem fortes. Não sei se é necessário falar o quanto eu gosto do Michael Keaton. O cara é um excelente ator. Esse é um dos melhores filmes dele? Não, definitivamente não. Mas com certeza absoluta não é um dos piores. Ver Micheal Keaton dando uma daqueles espasmos de loucura à la Nicholas Cage é impagável. Sem a menor sombra de dúvidas uma das melhores cenas do filme. Sanaa Lathan não manda mal, mas sua personagem é tão fraca e genérica que havia muito pouco que ela poderia ter feito para se destacar. O mesmo pode ser dito para Taylor Kitsch e Shiva Negar.

Se você gosta de filmes de ação sem uma história muito complexa e com cenas de deixar o espectador na ponta da cadeira, esse filme é um prato cheio. As cenas de ação são muito bem filmadas. Uma dificuldade de boa parte dos filmes de ação é fazer cenas de luta e fazer com que tudo seja entendível. Em O Assasino, é possível entender exatamente cada movimento dos personagens sem perder a emoção da cena. Além disso, a fotografia do filme é muito boa e dá exatamente o tom que o filme precisa. Convenhamos, não é todo dia que a gente acorda querendo ver um filme tipo Donnie Darko ou Um Sonho de Liberdade né? Esse filme, com certeza, tem um público bem específico e tendo isso em vista, o filme cumpre bem o papel.

O maior problema do filme é a história. Pense em todos os clichês de filmes de ação militar americano. Russos? Tem. Terroristas? Tem também. Bombas nucleares? Obviamente. Soldado bad-ass que não segue as regras? Já vem no combo. Mocinho que sofre uma tragédia e busca vingança? Como poderia faltar? E isso são só alguns exemplos. Acredite, tem mais. O pior é que além dos clichês, o filme é recheado de diálogos toscos e, desculpem a repetição mas, clichês! Acho que clichê é a melhor definição pra esse filme. Depois do primeiro ato, O Assassino começa a tirar elementos do personagem principal para alimentar uma trama fraca e sem noção. Do meio pro final do filme algumas coisas parecem nem ao menos fazer sentido. A história começa a tentar fazer uns twists pra tentar dar emoção e tentar ser menos previsível mas nenhum deles serve pra nada.

É difícil julgar um filme onde você não é exatamente o público-alvo. Esse filme não é exatamente pra todo mundo. O Assassino de fato tem seus momentos, principalmente no primeiro ato, mas o resto do filme talvez não valha a ida no cinema

Nota: 4,5/10

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