Por Fernando Booyou

Como seria o Trailer Honesto:

Do mesmo Diretor que convenceu o mesmo estúdio de contar a mesma história 5 vezes seguidas…

 

Transformers. O Último Cavaleiro.

 

Um filme inédito de novo. Onde temos Mark Wahlberg no papel de Cade Yeager, o personagem humano principal que as pessoas, por algum motivo, sempre fazem o oposto do que ele está dizendo. E que sempre tenta se afirmar como algo que nunca foi e que vai terminar sem acabar sendo. Papel que antes era de Shia LeBeouf, que foi demitido como se este fosse o único problema dos filmes. E que, por acidente, parou no meio da guerra entre alienígenas que se transformam em carros que se transformam em robôs que se transformam com partes não definidas e que não se encaixam. Que agora lutam juntos enquanto Autobots fogem para encontrar um artefato, que mesmo sendo extremamente importante, só foi mencionado agora porque todo novo filme terá um artefato diferente, e que no final sempre cai na mão dos vilões Decepticons, para criar mais de 120 minutos finais de clímax de uma orgia com efeitos visuais, câmeras lentas e momentos de O-QUE-TÁ-ACONTECENDO?! Tudo isso misturado com diversas fotografias incríveis  do pôr-do-sol e lugares estonteantes, provando que o diretor Michael Bay deveria desistir de repetir as mesmas explosões e dirigir comerciais de turismo e perfume.

 

Stanley Tucci, que no Transformers – Passou da Hora da Extinção fez papel de empresário, arrogante, babaca que entende de porra nenhuma e ajuda a salvar todo mundo no final, volta para interpretar outro personagem completamente diferente, Merlin, um mago, charlatão, babaca que entende de porra nenhuma, mas ajuda a salvar todo mundo no final da primeira parte de um filme com quase 3 horas de duração, que fará você sentir em tempo real como se estivesse assistindo aquilo durante 1600 anos, desde a era medieval até hoje. Passando por uma Guerra Mundial onde temos Bumblebee versão Fusca. Parabéns, fã! Você conseguiu! Que tal agora usar a Internet para conseguir um emprego?

 

Veja mais uma tentativa que deu errado de fazer um filme pornô, digo, robô com história. Com diversos núcleos e personagens secundários irrelevantes porque você não tem tempo de se importar com nenhum deles. Que só servem para explicar os buracos deixados pelo roteiro original que só tinha escrito “Pow! Peew Peew! Booooom! Kapow!!!”. Hey! Este não é Tony Hale do Arrested Development? Se for, a mão dele é um robô. Megan Fox é substituída por Laura Haddock que interpreta Megan Fox versão inteligente que sabe reconhecer citações de Arthur C Clarke sem pesquisar no Google, na tentativa de fazer a franquia parecer menos machista, mesmo o tempo todo ela sendo salva pelo mocinho enquanto é constantemente lembrada por tias velhas que ela precisa de um namorado. Tudo recheado com piadas que também são robóticas.

 

Assista milhões de dólares transformados em metais retorcidos no meio de explosões e destruições megalomaníacas com dragões, Távola Redonda, Excalibur, Nazistas, dinossauros, dinossauros bebês, dinossauros que cospem fogo, dinossauros que voam, dinossauros que saem do nada no meio da pista. Sério, como aquele dinossauro se escondeu embaixo do asfalto sem ninguém ver? Com Optimus Prime, o principal Autobot, aparecendo mais vezes no trailer do que no filme. Com poucas cenas que mostram sua habilidade de ter a mente manipulada, mudar com facilidade de opinião e sempre fazer o que os outros querem em apenas poucos diálogos. Espere! Megatron tá vivo? Como foi que isso aconteceu? Ah, fod#@$! O que importa são as cenas de ação, cara! Peew! Peew! Com Decepticons que são apresentados usando como referência a única parte boa e que já era ruim do Esquadrão Suicida, e que morrem sem nem memorizarmos seus nomes para comprarmos os brinquedos.

 

Estrelando: explosões já no início com a logo do Estúdio. Dragões do Game Of Thrones. Inimigos do Robocop. Chevrolet. Drones do Star Wars. Câmeras lentas para tentar entender o que está rolando. Robôs correndo com as pernas quando deviam se transformar em carros. Anthony com Esclerose Hopkins. Mais Chevrolet. Cenas frustradas para não parecer sexista. Enredo mal explicado que não deixa claro nem o nome do filme. E tentativa de usar nome parecido com algum sucesso do ano. Transformers. O Ultimo Cavaleiro Jedi.

Nota 4,0, mas se você é fã, transforme em 7,0.

 

 

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