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por Johnny Ribeiro

Gene (T.J. Miller) é um emoji “meh” que, diferente dos outros emojis em Textopolis, não fica somente em uma expressão. Esse bug vira um problema em sua vida e agora com a ajuda de seus amigos Hi-5 (James Corden) e Rebelde (Anna Faris), Gene se aventura nos aplicativos do celular de Alex (Jake T. Austin) antes que ele decida apagar tudo. Dirigido por Tony Leondis, com a participação de Patrick Stewart, Maya Rudolph e Christina Aguilera.

Nas minhas reviews eu geralmente tento falar algo bom do filme antes de falar o que eu não gostei, mas pra Emoji o Filme, não dá. O filme tenta ser uma cópia de Divertida Mente, falando de emoções que têm emoções, mas, diferente de Divertida Mente, o filme é horrível. Sua história é cheia de plotholes desnecessários e as motivações parecem sempre bem fracas. Gene fala de amizade o filme inteiro, mas parece que o primeiro amigo dele é o Hi-5. Hi-5 fala que quer voltar a ser utilizado e basicamente inicia a aventura com Gene mas ele só acompanha porque por absolutamente zero motivo ele nunca pensou em fazer exatamente o conselho que ele dá a Gene. E depois de toda a aventura, ele simplesmente esquece o desejo original dele. Na primeira vez que Gene faz todas as emoções o resultado é um Emoji Frankenstein mas no final do filme (sim eu estou spoilando porque esse filme não vale nem um pouco a pena de ver) o Emoji vira um GIF por zero motivo. Parece que todos os personagens ignoram as ações da vilã no final do filme.

O pensamento que vem quando eu falo isso é: ah, mas esse é um filme para crianças, não deve ser levado tão a sério. Quem precisa de consistência e uma história que faz sentido em um filme infantil? Além de discordar veementemente dessa afirmação, o longa traz outro problema muito grande: Não é divertido. Eu não lembro de ter dado uma única risada no filme inteiro. Chega a ser irônico a história focar no fato de Gene não conseguir segurar a expressão “Meh” e ser exatamente o que o espectador faz durante o filme inteiro.

A dublagem brasileira talvez tenha sido o único ponto bom do filme. Apesar da palavra “zap” me dar um cringe absurdo todas as vezes que eu ouço, esse tipo de expressão adiciona pra localização de uma boa forma. Crianças, apesar de eu não ter certeza se elas falam “zap”, vão sentir mais familiaridade mais facilmente. Poucas piadas do filme se perderam na tradução, apesar de todas serem ruins.

Não sei se nesse ponto é bater em cavalo morto, mas outra coisa que incomodou foi como o filme inteiro foi basicamente uma propaganda de 90 minutos pra aplicativos de celular como Instagram, YouTube, Spotify, etc. Isso em si geralmente não me incomoda mas porque diabos falar sobre quase todos os aplicativos comuns e não utilizar Whatsapp ou Messenger ou sei lá qual aplicativo de mensagem os americanos usam? Basicamente o aplicativo principal do filme é o único não real.

Não assista. Não leve seus filhos para assistir.

Nota: 0.5/10

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