frank miller

Nota da autora: Bom, você pode achar que não, mas você o ama!

 

Frank Miller, nascido em Olney, Maryland, 27 de janeiro de 1957. É autor e desenhista de histórias em quadrinhos norte-americano.

Miller sempre foi um fã de quadrinhos, teve como influência histórias policiais “noir”, apaixonado principalmente por Mickey Spillane,  HQ’S do italiano Guido Crepaz, Will Eisner e admira a linguagem cinematográfica dos mangás.

O escritor resolve se mudar para Soho em 1975, um garoto do campo com 18 (dezoito) na Grande Maçã, e que viria a fazer uns serviços de publicidade e carpintaria para tirar uns trocados. Em seu tempo livre, Frank passeava pelos saguões das editoras Marvel e DC, e importunava os escritores pedindo conselhos.

Recomendado por Neal Adams, Miller teve sua primeira publicação na Gold Key de Western Publishing, nas páginas da revista de terror e mistério “The Twilight Zone” (n° 84, de junho de 1978), na história “Royal Feast”. A edição seguinte da “The Twilight Zone” também trouxe Miller na história “Endless Cloud” (julho de 1978). Até o presente momento, Miller só teria seu nome creditado ,a história “Deliver Me From D-Day“, de Wyatt Gwyon, colorida por Danny Bulanadi da revista “Weird War Tales” (n°64, junho de 1978).

Ainda em 78, começa a trabalhar na Marvel e que teve como primeira história e trabalho, onde desenhou“The Master Assassin of Mars, Part 3” em “John Carter”, na revista “Warlord of Mars” (n° 18, novembro de 1978). Tornou-se um substituto regular e artista de capas, tendo um desses trabalhos o de desenhar Peter Parker em “The Amazing Spider-Man” (n°27 e 28, março de 1979), história que aparecia o Demolidor como coadjuvante. Com apoio da editora-assistente Jo Duffy, e tendo visualizado o potencial do Homem Sem Medo, Miller se candidatou para começar a trabalhar com o personagem, e foi em 1979 que se torna desenhista regular do mesmo, com a revista de n° 158.

Ainda com a queda de vendas do Demolidor, a Marvel resolve demitir McKenzie, o atual roteirista naquele momento, e coloca Miller como desenhista e roteiristas das histórias do Homem sem Medo. Algo que estaria prestes a ser cancelado se tornou febre. Foi nesta época que a ninja mercenária, e amante do protagonista, Elektra é introduzida nas histórias (demonstrando toda a influência oriental nas histórias de Miller), na revista de n° 168. Foi com todo o empenho de Miller (e agora apenas no roteiro), que Demolidor se tornou a melhor publicação da editora durante dois anos consecutivos. E com sua presença a frente do título durante anos, surgiu ” A Queda de Murdock” (Born Again), desenhado por David Mazzucchelli (“Batman – Ano Um”), é  considerada uma das maiores histórias de Matt Mudorck.

Paralelamente a seu trabalho com Daredevil, Miller produzia novos projetos, como por exemplo em 1983 produziu Ronin, sendo o primeiro trabalho que o escritor deteve de todos os direitos autorais apesar de ser publicado pela DC Comics.

Como desenhista e co-escritor, Miller, juntamente com Chris Claremont, produziu a minissérie Wolverine #1-4 (setembro-dezembro 1982), colorida por Josef Rubinstein. A minissérie não tinha ligação com as edições de X-Men. Miller usou esta minissérie para expandir o personagem Wolverine. A série foi um sucesso de crítica e cimentou ainda mais o lugar de Miller como uma estrela da indústria de quadrinhos.

O ano de 1986 foi um marco na vida de Miller, foi convidado a produzir história do Batman, um dos personagens mais aclamados dos quadrinhos (parte da tríade da DC Comics). Foi com toda sua ousadia que Frank lança uma das mais aclamadas histórias do Homem Morcego, chamada de O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight). Não só ousado com seu roteiro mas também com a montagem da revista que foi lançada no formato chamado “formato de prestígio”. Assim, a HQ foi lançada com lombada quadrada (ao invés de grampeados no formato canoa), em papel resistente (em vez de papel de jornal) e com cartolina (em vez de capas em papel brilhante). Ela foi arte-finalizada por Klaus Janson e colorida por Lynn Varley.

“Quando eu estava estruturando Cavaleiro das Trevas a primeira coisa que eu fiz foi estabelecer o esquema de 16 quadros em que a série inteira iria ser baseada. Isto era eu tentando tratar os painéis como notas musicais em um pulso, para controlar o passo. Era um livro muito denso, eu estava empacotando coisas de maneira extremamente forte nesse ponto, mas você notará que a tensão desses pequenos painéis em staccato é quebrada de vez em quando por uma meia página ou por uma imagem de página inteira que é destinada não a retirar você da história mas fazer com que você dê uma pausa e se dê conta de onde a história está, qual é o objetivo. Meu favorito do grupo é no terceiro número, quando você vira a página e se depara com uma imagem de Batman e Robin sobre a cidade, e você está olhando para cima para eles. Esta é provavelmente a cena mais heroica em que eles aparecem em toda a série. (em depoimento a Mark Salisbury, no livro Artists on Comic Art, p. 176, 178).”

 O enredo traz um Bruce Wayne dez anos após a sua aposentadoria. E é com essa história densa que Miller se consagra e que é presenteado com uma ascensão a um novo patamar criativo.  

Porém, apesar de todo prestígio, no final da década de 80 Miller resolve procurar sua independência criativa e financeira. Foi na Dark Horse que ele encontrou um caminho mais atrativo, sendo a responsável pela publicação da primeira história de Sin City. Uma das histórias mais ambiciosas lançadas e que demonstra perfeitamente a influência dos romances policiais “noir” que tanto influenciaram Miller durante sua vida.

Miller se aventurou nesse período no meio cinematográfico e elaborou roteiros para as produções de Robocop II e Robocop III.

Ainda na Dark Horse participou do selo Legend , em que vários escritores e artistas publicavam obras das quais mantinham a propriedade intelectual, dando sequência as histórias do detetiva Marv nas ruas da de Basin City.

Nos próximos 20 anos Miller lançou uma porrada de histórias em parceria com outros artistas, sendo essas:

Elektra: Assassin (1986-1987): também em parceria com Sienkiewicz, apresenta uma incursão no passado da personagem por ele criada para as histórias do Demolidor (Elektra Assassina);

Batman: Year One (1987): a versão de Miller para o passado de Batman, criada em parceria com David Mazzucchelli (Batman Ano Um);

300 (1998): publicada no Brasil como 300 de Esparta, mostra a versão de Miller, com cores de Lynn Varley, de um episódio das Guerras Médicas, em que os antigos gregos e os medo-persas se enfrentaram, no século V a.C. Conhecido como Batalha das Termópilas, esse episódio relata a resistência do Rei Leônidas e seu exército de 300 espartanos e 1000 gregos livres de outras regiões contra o exército do Rei Xerxes, da Pérsia, estimado entre 60 e 70 mil homens;

The Dark Knight: Master Race (2015-2017): com parceria de Brian Azzarello, e como traz a sua “sinopse”: O final épico que você nunca esperava está chegando porque você pediu! O Cavaleiro das Trevas retorna para enfrentar a aurora da raça maestral.

Com uma carreira de sucessos, Frank Miller deixou gravado seu nome no hall da fama literária. Com uma linguagem mais elaborada e uma veia criativa forte, o escritor traz as histórias em quadrinhos para outro patamar, atingindo as camadas de leitores mais velhos. As obras de Miller, tanto como escritor ou quanto roteirista, também podem ser conferidas no cinema:

 

Confira abaixo as obras literárias que você tem que ler deste escritor renomado:

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Ometele: A Trajetória de Frank Miller

Wikipedia: Frank Miller

Guia dos Quadrinhos: Frank Miller

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