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por Johnny

Jessica Rothe simplesmente destrói no filme. A evolução da personagem insuportável para um ser humano decente é extremamente paupável. O cansaço de reviver o mesmo dia e os efeitos colaterais de cada morte são sentidos muito bem na atuação de Jessica. Israel Broussard faz um bom “nerd bonzinho que serve para o personagem principal crescer e não ser uma pessoa horrível por absolutamente zero motivo”. Ele tem uma boa mistura de humor e confusão de estar fora do ciclo de repetições do dia que encaixam muito bem no longa. Ruby Modine talvez tenha sido meio decepcionante. Ela fez o filme inteiro muito bem mas no final acaba se perdendo um pouco com a mudança da sua personagem. Dirigido por Christopher B. Landon, com Charles Aitken e Laura Clifton.

O filme sabe que é uma “cópia” de Groundhog Day. Eles deixam até claro isso. Isso impede o filme de ser divertido? Não mesmo. As mortes de Tree são cada vez mais emocionantes e o filme vai ficando mais intrigante conforme vai avançando. No começo do filme parece que você vai saber exatamente o que vai acontecer por seguir um pouco os padrões de filmes de terror mas durante o filme o mistério vai ficando mais e mais difícil de desvendar e mais e mais imprevisível. E não é aquele mistério imprevisível que o filme não dava absolutamente nenhuma dica e ninguém tinha como saber, é um bom mistério. Óbvio que algumas coisas previsíveis iam acontecer porque Groundhog Day e Edge of Tomorrow já fizeram isso de resetar o dia, mas isso não atrapalha em nada o filme.

O filme não sabe muito bem o que quer. É meio terror, meio college drama, meio groundhog day (duh) e acaba fazendo um pouco de tudo meio bem. Os jump scares de A Morte Te Dá Parabéns são bem previsíveis e só assustam por causa do aumento de som de jump scare e não do que está de fato acontecendo na tela. Mas disso eu nem reclamo muito porque jump scares assim são tão comuns em filmes de terror que não vale a mais a pena comprar essa briga. A conclusão de quem é o assassino no final do filme é um pouco deprimente. Tirando isso, o resto dos problemas do filme são os detalhes. Algumas voltas no dia acabam fazendo pouco sentido em questão de tempo. As vezes ela sai mais rápido de A pra B do que no dia “anterior” mas quando ela chega em B as coisas acontecem do mesmo jeito na mesma hora que aconteceria se ela tivesse chegado na mesma hora do dia “anterior”. Não só questão de tempo que as coisas acontecem, mas também ocorrem algumas coisas que não deveriam mudar de um dia pro outro.

É um pouco complicado escrever sobre esse filme. Ele acaba não sabendo muito bem o que quer e por isso acaba se perdendo um pouco, mas mesmo assim a história é muito boa e a atuação de Jessica Rothe contribui muito bem pra isso.

Nota:8/10

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