Belga, é uma banda brasliense de pop rock, composta por quatro integrantes, que surgiu no ano de 2013 (ou seria em 2008?).

Com um som dançante, as músicas são extremamente agradáveis para se escutar em qualquer lugar. Os integrantes demonstram habilidades empresariais (além de suas musicais) e deixam claro o quanto levam com responsabilidade a banda, desde na escolha do nome, até a hora de produzir uma música,  mostrando que vai além de um hobbie.

Têm como influências bandas como: Fresno, Daft Punk, The 1975.

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Gabriel Foster, tem 23 anos, é vocalista e guitarrista. Trabalha com audiovisual e até pouco tempo participava de uma banda de baile sendo vocalista.

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Igor Nolasco, tem 23 anos, é baixista. Cursou Ciência Política, sendo atuante na área em horário comercial.

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Gabriel Bertulli, tem 22 anos, é guitarrista. Cursa Publicidade e Propaganda e é estagiário no Ministério Público de Contas do DF.

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Matheus Leadebal, tem 23 anos, é baterista. Cursa Comunicação Organizacional, na UnB, e trabalha em uma agência de comunicação em horário comercial.

 

Bom, aqui começa o porque do parênteses, digamos que a banda teve dois inícios.Sim, dois inícios. Foram as mudanças de fases que definiram quem é a Belga hoje. Ao serem questionados sobre a história da evolução da banda:

“Três de nós estudavam na mesma escola, só que não nos conhecíamos. Começou comigo e uma outra pessoa, nós tocávamos violão, tínhamos 14 anos e estávamos na oitava série. Eu já escrevia música e sempre tive vontade de ter uma banda. Bom, a escola elaborou um concurso de show de talentos, foi quando a gente (eu e essa outra pessoa) nos unimos, escrevemos uma música e apresentamos. Apesar de ter sido horrível, esse que marca o começo.”

Respondeu Gabriel (vocalista) e continua:

“Nos próximos anos, essa banda ensaiou e foi trocando muito os integrantes, até ir entrando quem é a Belga hoje. É engraçado porquê todos tinham bandas antes, aí fomos chamando e formando a Belga que é hoje.

Esse período de formação foi bem longo, desde a oitava série (em 2008)  e só em 2013 que decidimos realmente começar a fazer alguma coisa. A gente já tinha gravado antes, mas não direito (se posso dizer assim). Foi no começo de 2013 que decidimos sentar e conversar, a priori era só eu e o Igor na banda, nós não tínhamos baterista e tínhamos outro guitarrista que já saiu. Decidimos então: gravar um EP de 5 a 6 faixas e lançar, fazer show e ensaiar. Foi aí que marcou o início da Belga que é. São dois começos!

Após o EP e o lançamento, fizemos o nosso primeiro show, o Matheus (baterista) estava lá com a outra  banda dele e o Bertulli também. Foi o dia que todos se encontraram.”

Primeiro show da banda com a atual formação

Quais foram as influencias musicais de vocês e também quem ou quais foram/são as inspirações de vocês (Aquilo que move a musicalidade de vocês)?

O líder da banda pontua a elaboração do primeiro EP deles e demonstra referências que a banda aderiu:

“Para gravar o primeiro EP a gente reverenciava muito a Fresno (especialmente a eles), tinham componentes que nós queríamos como: a guitarra, cordas, violino (uma pegada de orquestra), entre outros. Tudo era do mesmo jeito que a gente queria, coisas que a gente gostava bastante. Eles se intitulam pop rock, rock alternativo. Para esse EP foi mais para o Pop e o Dance, no geral, é Pop Rock, talvez sendo um Rock Alternativo.”

Playlist (Spotify) com as referências gerais da banda

 

Gabriel destaca como suas influências musicas: Daft Punk com o Randon Access Memories (2013):

“Tem uma pegada simples, anos 80 pra caramba. Sendo uma das primeiras bandas a trazer esse toque mais antigo que estamos vivendo.”

tem também a banda The 1975 que é uma enorme referência para ele e que ele coloca:

” Eles também tem bastante esse “negócio” dos anos 80 mas são mais produzidos. Tem muita coisa. Eu gosto bastante disso, de coisa produzida, bastante produzida. Com efeitos e bastante pensado”

 

O mesmo relata que são seus ícones que o fazem mover e fazer música. Mas na verdade, ele aponta que toda essa inspiração vem desde pequeno:

“Eu sempre gostei de música, de brincar de fazer show, de teatro também. Existe uma filmagem minha, de quando era pequeno, pulando ao som de Bon Jovi e fingindo que estava cantando. Eu sempre quis fazer parte de alguma coisa, de um clubinho, ter um clube! Eu acho era uma mistura com uma vontade de gerenciar algo, ser dono, um líder. Isso vêm desde os 7 anos, nessa idade eu escrevi um script* para a direção de um filme, fui colocando o nome da galera e determinando seus papeis na produção, aos 8-9 anos essa vontade foi aprimorada.”

Papel

*Imagem do script

Igor (baixista) relata que suas influências são bem distintas:

” Escuto de tudo e tento absorver um pouco de cada. Comecei a escutar algumas mais pop’s por conta da banda e dos meninos (tipo Daft Punk e The 1975). Mas eu já escutava Stone Sour, Avenged Sevenfold, Panic At The Disco (uma grande influência minha para este EP, principalmente os CD’s mais novos deles)”

Tem como espelho muito das bandas nacionais, que fazem o mesmo que eles, como: Scalene, Glória, Fresno…

 

Bertulli (guitarrista) narra que é bastante eclético. Escuta de Metal Core a Safadão:

“Eu tenho uma influência musical bem eclética. Escuto de Metal Core a Safadão. Escuto Funk, Bring Me The Horizon, Avenged Sevenfold, Foo Fighters, Fresno e NX Zero. Ultimamente eu tenho escutado literalmente de tudo. Tudo mesmo.

 

Matheus (baixista) pontua que suas influências foram em torno de: Foo Fighters, Supercombo, The Beatles, John Mayer, Arctic Monkeys, NX Zero e música eletrônica. E tem como inspiração: Taylor Hawkings[1], Steve Jordan[2], Dave Weckl, Steve Gadd e Daniel Weksler[3].

Bom, como é o dia a dia da banda?

Igor

“Nos ensaiamos regularmente nos finais de semana, nos dias de semana só quando aparece alguma urgência pois nossos horários não batem muito”

Matheus

Nossos domingos são dedicados à banda! Procuramos sempre fazer alguma coisa. Ensaiar, se reunir para decidir algo e levantar as ações a serem realizadas por cada um nesse período que não nos encontramos.

Bertulli

Às vezes fazemos umas minis reuniões pelo Whatsapp. (Só quando é muito urgente)”

Igor

“É por causa dessa falta de horário nos dias de semana, nós estamos sempre conectados e trocando informações e demandas”

Gabriel

“Além dos ensaios a gente corre atrás de muita coisa durante a semana. Eu por exemplo, trabalho muito com o computador todos os dias, fazendo muitas coisas para a Belga (arte, produzir música, preparar os shows). E tem coisas que os meninos fazem mais que é tipo: correr e resolver coisas pendentes da banda, ir entregar e buscar alguma coisa ir para a reuniões. A gente costumava fazer reunião toda semana, só que agora não da mais, era muito bom, conversávamos bastante.

Recentemente, eu e o Igor, abrimos uma empresa sobre audiovisual, então nos vemos mais. Costumamos sempre estar no escritório, e conversamos sobre a banda. De vez em quando a gente sai, e quando sai é BEM LOUCO.

Como surgiu o nome da banda?

Gabriel relata que a banda teve uns 4 nomes até chegar ao atual (no período entre 2008 a 2013). Eles gravaram o EP e no começo de 2013 (ou 2014, ele não soube dizer com certeza) eles escolheram o nome.

“Tínhamos uma lista de opções, e daí pesquisávamos coisas relacionadas. Relacionado a Belga, a gente encontrou um pintor surrealista chamado Rene Magritte[4]¸ umas obras bem legais e interessantes, e foi basicamente por isso. Além de ser um nome bem fonético, fácil de lembrar e bonito. Inclusive usamos referências das obras dele nas nossas coisas, como a capa  do nosso EP que é referência a algumas obras que ele tem intituladas “Amantes” e também colocamos a maça verde porquê ele pintou muita maçã verde.”

 

Quais são as dificuldades encontradas por vocês?

Foster

” Eu diria que o problema maior é o fazer. As vezes se torna muito difícil  e/ou demorado pra caramba para realizar um processo. Felizmente a gente vem aprimorando e otimizando nossas habilidades. Clipe, EP, merchandising comprar coisas, elaborar camisas, ter dinheiro, fazer show e arranjar show. É muita coisa para fazer, algumas temos até facilidade mas em alguns pontos não. As vezes da certo e as vezes não.”

O vocalista continua e alega que a Belga nunca funcionou tão bem quanto agora:

“Felizmente fomos crescendo, fazendo mais rápido e melhor. Por exemplo: a produção do outro EP foi muito mais tempo e muito mais esforço do que esse. Para fazer os clipes anteriores também. Agora as coisas estão funcionando, temos fãs perto da gente, os shows estão ficando cada vez melhores, estamos ensaiando mais. Estamos mais aptos na hora de realizar, e sempre é exponencial esse crescimento. Uma hora seremos os caras mais fodas de conseguir fazer tudo.”

A intenção da banda é fazer uma equipe maior, já que eles percebem que existem pessoas apaixonadas em fazer algo de que eles precisam:

“E aí essa pessoa se apaixona também pelo nosso sonho, e se torna o sonho dela, a Belga. Fazer acontecer e fazer parte desse grupo de trabalho, de sentimento, de música e realização. A intenção é mesmo fazer um maior¸ e fazer funcionar tudo isso. Que a gente toque em outros estados e consiga fazer direito para trazer mais conteúdo.”

Os meninos demonstram uma veia empreendedora, colocam que elaborando mais show, mais merchandising, entra mais dinheiro, assim produz mais conteúdo, com mais conteúdo investe em mídia e aí consequentemente mais dinheiro e mais conteúdo.

“E aí nesse caminho, é o caminho para se tornar nacionalmente reconhecido, uma hora tem tanto dinheiro que da para investir na televisão, uma campanha numa cidade enorme, e fazer um show enorme.”

Bom, apesar de tantos pontos, eles também colocam pontos do dia a dia (gente como a gente né?):

“Simplificando mais, uma coisa que eu (Gabriel) acho muito difícil é a distância. O nosso estúdio fica a 23 km da minha casa (felizmente temos um), e eu não tenho carro, tendo que pegar 2 ônibus e uma viagem da 2 horas (daqui para lá). As vezes eu fico pensando: Vei, imagina que doido se todo mundo morasse lá perto do Bertulli, todo mundo no mesmo condomínio, a gente iria se encontrar todo dia. E isso ia fazer rende mais. Porém sendo difícil assim, consequentemente a gente rende menos”.

Quais são seus planos/expectativas para a banda?

Matheus coloca que pretendem alcançar o maior número de pessoas com o EP deles. Também desejam expandir o público e começar a rodar o Brasil fazendo show.

“Temos o nosso primeiro show fora de Brasília marcado. Agora o objetivo é continuar dessa forma”

O que acham do atual cenário musical?

Igor afirma o quanto o cenário é rico e diversificado, cheio de banda e músicos muito bons e dedicados. Porém, infelizmente ainda falta espaço e aposta maior da mídia e envolvidos, mas aos poucos, as bandas estão conseguindo aparecer cada vez mais.

“Cada vez mais eu percebo que o cenário atual é totalmente qualificado para estar no topo de todas as mídias. Porém falta espaço porquê o público tem material bom e também tem vontade.”

Confira um dos videos clipes da banda. E para mais, é só segui-los nas redes sociais, baixar o EP, ir aos show ❤ :

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[1] Baterista do Foo Fighters

[2] Baterista do John Mayer Trio

[3] Baterista da NX Zero

[4] Obras abaixo

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