Por Amanda Leite 

Além da Morte (“Flatliners”) dirigido por Niels Arden Oplev (“Mr. Robot” e “Under The Dome”) é um filme de suspense/terror estadunidense, lançado no ano de 2017.

Courtney (Ellen Page) é uma estudante de medicina que resolver realizar uma pesquisa extracurricular que tem como assunto as experiências de quase morte. Com ajuda de seus amigos, eles começam a fazer experimentos nessa área mas  alguns acontecimentos são totalmente inesperados pelos alunos.

Bom, “remake” de um filme intrigante deve ser no mínimo colocado no mesmo patamar de sentimento. Mas não é isso que é entregue.“Além da Morte” é uma tentativa falha se comparado com “Linha Mortal”. A presença de Kiefer Sutherland pode trazer uma sensação de entusiasmo mas deixa de a desejar.

Enfim, todos sabemos o quão um “remake” é complicado, ainda mais depois de “It – A Coisa”[1] ter demonstrado que temos como fazer essa homenagem e dar certo.

O filme coloca em sua primeira cena uma situação impactante e dessa passa para alguns anos depois. A priori tudo parece que terá um desenvolvimento rápido que até tem, mas se perde. O problema todo é o desenvolvimento da história, sem um suspense solidificado, uma má evolução das relações dos personagens. A impressão é que estamos assistindo um episódio de alguma série, e que falta informações.

O que mais incomoda é o fato de parecer que já conhecemos os personagens, não que isso seja chato normalmente, não precisamos sempre de origens mas temos que ter no mínimo uma evolução nas relações entre os mesmo. Passamos de alunos que competem para melhores amigos da vida, como se fosse totalmente comum um conhecido te fazer uma proposta um tanto quanto perigosa, e você aceitar, mesmo tendo uma relação fraca com esse.

E por que a história se perde? O suspense começa fraco e assim continua, o filme não sabe explicar o que de fato está assombrando os jovens, fica totalmente perdido. Não se traz uma explicação nem racional e nem sobrenatural. E pra priorar, para tentar assustar, como sempre é feito, se fala em demônio. É totalmente falha a parte do suspense/terror. E não tem condição nem de falarmos “Poxa, pelo menos tomei sustos”. Não, o filme não entrega a tensão que deveria existir. E o pior é ver uma referência a Bruxa de Blair (like always), feita por Ellen Page, totalmente fraca.

Podemos pontuar também que é perceptível os esforços dos atores mas tudo em vão, nem o nome de Ellen Page ou de Kiefer Sutherland fazem melhorar. James Norton até consegue ser um alívio cômico mas bem ok. Nina Dobrev é mais uma bonitinha em meio a filme de terror, colocada como a “donzela em perigo” Kiersey Clemons e Diego Luna estão ok. A conclusão que se tem disso tudo é que a fraca interpretação provavelmente vá além dos esforços, e que Niels Arden Oplev não sabe explorar um conteúdo já existente, não consegue entregar um filme intrigante, tenso, com uma história bem desenvolvida.

Se você ta em casa e não tem muito o que assistir, aqueles momentos de “Ah, vou ver isso aqui”, assista. Pelo menos a parte da medicina é legal de ver.

Nota: 4.5/10

[1] It não é bem um remake, mas com certeza é uma homenagem de muito bom gosto.

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