Por Ed Jr.

Anna – O Perigo Tem Nome (Anna), um thriller de ação e espionagem, marca o retorno do diretor francês Luc Besson (“Nikita: Criada para Matar”, “O Quinto Elemento”, “Lucy”) às origens após a tentativa fracassada de iniciar uma franquia de ficção científica em “Valerian e a Cidade dos Mil Planetas”.

Entre os anos 80 e 90, Anna Poliatova (Sasha Luss, “Valerian e a Cidade dos Mil Planetas”) é, oficialmente, uma modelo famosa e muito requisitada pelas marcas de luxo ao redor do mundo, mas o maior segredo que esconde é que ela é uma das assassinas mais perigosas e bem treinadas da KGB. No entanto, Anna fará de tudo para se libertar da repressão do governo russo.

O elenco conta ainda com: Olga, chefe de Anna (Hellen Mirren, vencedora do Oscar por “A Rainha”); Alex, agente da KGB (Luke Evans, “Drácula: A História Nunca Contada”); Lenny, agente da CIA (Cillian Murphy, “Dunkirk”), Maud, namorada de Anna (Lera Abova); entre outros.

Conhecido por produções que fogem do estereótipo femme fatale (mulheres que praticamente usam somente a beleza e sensualidade do corpo em detrimento da inteligência), aqui em Anna – O Perigo Tem Nome, Besson mais uma vez nos apresenta uma protagonista forte, inteligente e de muitas camadas – ótima referência feita no filme às bonecas russas matrioskas.

O filme lembra muito “Atômica” com detalhes de “John Wick”, tanto na violência quanto nos toques de humor. Repleto de reviravoltas, o roteiro segue uma narrativa que não é linear, ou seja, várias idas e voltas no tempo em flashbacks servem para mostrar ao espectador quem são os personagens e como planejaram e chegaram em determinados momentos, construindo assim os plot-twists. Artifício interessante utilizado por Besson, mas que acaba cansando e deixando de surpreender depois de um tempo.

Interessante notar também nos flashbacks o desenvolvimento emocional de moça órfã, frágil e aparentemente fraca até modelo, espiã e assassina fria da KGB. Toda a jornada da protagonista é transmitida com bastante competência por Sasha Luss. A atriz vai bem na transição de ‘personalidades’ e nas cenas de ação – muito bem coreografas por sinal –, uma pena não terem explorado melhor o treinamento de Anna na agência de espionagem russa.

Os coadjuvantes Luke Evans e Cillian Murphy também cumprem satisfatoriamente seus papéis, apesar de subaproveitados em tramas menores e sem muita relevância. Hellen Mirren, como sempre, é destaque! A experiente atriz rouba todas as cenas em que participa como Olga, a chefe intimidadora, sarcástica e sagaz de Anna.

Basicamente, Anna – O Perigo Tem Nome não é incrível e tampouco inesquecível. Tem seus erros (alguns em detalhes banais como figurino e cenário não condizentes com os anos 80) e a enxurrada de reviravoltas pode ser um pouco cansativa, porém, as boas cenas de ação e seus momentos de humor dão uma elevada na adrenalina enquanto arrancam algumas risadas, transformando o despretensioso filme em duas horinhas de agradável entretenimento e diversão.

Nota: 7/10

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