A CABANA: DEUS, JESUS, ESPIRITO SANTO, O LEÃO, A FEITICEIRA E O GUARDA ROUPAS.

Vo mentir não.. foi MUITO difícil arranjar um titulo para essa resenha.
Eu pensei em: “A Cabana: A Culpa é de Deus”
“A Cabana – Deus no banco dos Réus”
“ A Cabana – EITA PORRA, É A ALICE BRAGA?”
Por fim, ficou esse mesmo.

PERSONAGENS:

4 personagens principais:

Mack / Pai / Filho / Espirito Santo
Mack é um pai de família que perde a filha assassinada e perde também a vontade de viver. (SPOILER!!!! Tarde demais?)

Deus Pai é uma mulher negra. Depois um Índio. Depois volta pra uma negra.
Jesus é um cara do oriente médio (maaaais ou menos, não é o Sayid. Podia ser. Mas não é)
O Espírito Santo é uma pomba. (HAH! Sacaneei) Mas sério. Ela é uma mulher asiática.
RESUMÃO:

A filha do Mack desaparece em um acampamento vítima de um Serial Killer, nunca é encontrada.

Apenas seu vestido + sangue são encontrados em uma cabana. (Sacou o nome do filme? Puta sacada de gênio)

Obviamente, Mack perde toda vontade de viver.

Um belo dia de inverno, Mack recebe uma carta dizendo: Olá Mack. Que saudade. Quero te encontrar. Volte pra Cabana. Papai

Papai é Deus, pra quem não entendeu.

Esse é o “A Cabana.”

MINHA OPINIÃO

Vamos lá.. para mim(para MIM. Eu, me,moi,mich. Para M-I-M,
P A R A M I M), o filme não pode ser visto como um filme que quer catequizar ninguém, ou tentar explicar Deus.

Por um simples motivo: Filmes que confrontam Deus frequentemente caem em buracos teológicos, que envolvem vontade divina, onisciência, etc, e o filme não é exceção. Mas mais sobre isso nos pontos negativos.

 

PONTO IMPORTANTE: O filme é uma junção do “A Cabana” com o “Por trás da Cabana” que fala do autor do livro.
Não é pré-requisito de leitura não.

Mas se você só leu “A Cabana”, ou ainda está Acabano (sacou que que eu fiz?) pode achar esquisitas algumas partes.

O filme é bobo? Não. É genial? Não.

Existem (como tudo na vida), muitos pontos positivos e muitos pontos negativos.

PORÉM, caso você seja ateu, ou não tenha paciência pra “historinhas” eu aviso: veja o filme como se fosse uma FANTASIA. Como se fosse X-MEN, sei lá.

Porque sempre que o filme tem um viés religioso, a galera é MUITO chata.

O Neo pular de prédios, pode? PODE!
O Wolverine tirar garras, pode? PODE!
O William Wallace fazer um discurso no meio de 1000 pessoas, só no gogó e todo mundo ouvir pode? PODE!

Agora, aparece Deus e Jesus a galera “NÃÃÃÃÃO! TRAGAM AS TOCHAS”

Veja como se fosse fantasia. Mas saiba: Senhor dos Anéis é melhor que A Cabana.

Aliás, SDA é melhor que praticamente tudo.

Menos Harry Potter.
Falei mesmo. Vai reclamar?  Tenho argumentos, rapaz!

Vou ressaltar alguns aqui, baseados na minha visão enquanto espectador AND religioso.

 

PONTOS POSITIVOS

– A fotografia do filme é LEEMDA! O lugar é lindo, o cenário é lindo, é tudo lindo!

-A menina que faz a Missy, a filha que morre (SPOILER! Ah… vc já leu) é ótima, lindinha. Dá até dó que morre (SPO..ah, já disse isso)

– É ÓTIMO ver Deus sendo confrontado com perguntas humanas tipo “porque você deixou minha filha morrer” ou “onde você estava quando”. E é ótimo ver alguém puto com Deus (com razão, inclusive). Porém isso gera um ponto negativo lá embaixo.

– O filme mexe com as emoções de quem já leu o livro, porque sabe que quando aparece a Missy, (puta nome de vaca né), ela vai morrer (SPO..chega!)

– APARECE O PASSARINHO DO “APENAS UM SHOW” NO FILME!
Passarinho 1 x Deus 0

– Deus é fera. Ela usa óculos escuros e escuta Neil Young.

– A Octavia Spencer que faz Deus é ÓTIMA! Sou fã desde Historias Cruzadas, o primeiro filme que vi dela.
Deus 1 x  Passarinho 1

– Aliás, Deus ser uma mulher negra, Jesus um cara do Oriente Médio, e O Espírito Santo ser uma japonesa é MUITO BOM.  Quando eu ia reclamar que só faltou indígena, Deus aparece de índio. Aliás, eu ADORO aquele ator desde Maverick. Mas esqueci o nome dele. Vou dar um google. Aliás, dá você. To ocupado escrevendo uma resenha.

– A mensagem do filme é ÓTIMA: O cara matou sua filha. Você perdoá-lo não é esquecer, nem deixar passar. É simplesmente abrir mão do sentimento que TE destrói, porque você não merece isso.

– A química deles é legal, e o fato de os atores de Jesus e E.S. não serem conhecidos é legal. (Apesar de sentir falta do Sayid como Jesus)

– Mais uma vez, o filme tem cenas lindas, principalmente no jardim.

– Alice Braga S2.

Maaaaaaas, como o mundo não é feito de amor, vamos aos

 

PONTOS NEGATIVOS

– Os personagens divinos ainda caem no veeeeelho estereótipo divino, de “sou perfeito, sou bom, sei tudo”. Eu entendo que um Deus que não sabe tudo não é Deus. É só um cara MUITO foda. Ainda assim, é mais do mesmo.

– Como já disse antes, o filme não pode ser visto com o viés teológico. Se for visto assim, é furadíssissibilíssimo.

Volta e meia usam a desculpa divina de “se você soubesse o que eu sei…”Eu não gosto desse argumento, porque a resposta dele é muito simples. A resposta é: “MAS EU NÃO SEI, CARAIO! TU MATOU MINHA FILHA E ME CHAMOU DE BURRO.”  Mas isso fica na mesma alçada de liberdade poética do Neo parar balas, ou o James Bond fazer…bom, qualquer coisa, na real.

-Jesus é bom ator? Não. Mas passa.
-E.S. é boa atriz? Não. Mas passa.
-Podia ser Sayid? PRA CARALEO!
-Podia ser Luci Liu? Podia!

-Tem cenas lindas, mas tem taaaaanta cena cafona. Mas CA-FO-NA. Cê-á-cá,éfe-ó-fô-êne-a-na. CAFONA!  É um festival de corre com Jesus na água, semeia lágrima (detalhe pra pausa), amor infinito de Deus, enterro simbólico. Foi mal, Brasil. Me dói. E olha que eu acredito em Deus.

– Deus é fera.? É. Ela usa óculos escuros e escuta Neil Young? Sim. Mas ainda é clichê, por incrível que pareça.

PAUSA: A mina que faz o E.S. (Sarayu, eles chamam. O E.S., não a atriz), na última cena aparece semeando lágrimas (cafooooooooonaaa). Velho.. A mina ficou lindinha O FILME TODO, e nessa cena dá pra ver MUITO o braço dela (onde era pra ter um tríceps) balançando nessa semeada. É tipo a Tilda Swinton em Nárnia! Essa mina deve ter ficado PUUUUTAAAAAAA!

 

E NO FINAL DAS CONTAS:

Recomendo o filme?
Recomendo!

Nota: 8/10
Apesar de tudo, minha birra é mais com essa questão da cafonice. A mensagem é MUITO bonita, e realmente toca.

O filme é esteticamente bonito, e tem uma mensagem importante para os dias de hoje.
Paulo Mansur, para o Filmes e Tal.

 

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