por Amanda Leite

Mulher Maravilha (Wonder Woman) dirigido por Patty Jenkins (“Monster – Desejo Assassino”) é um filme estadunidense de super heróis e aventura, lançado no ano de 2017.

Mulher Maravilha (Gal Gadot – “Velozes e Furiosos”, “Batman vs Superman”), filha de Hipólita – Rainha das Amazonas (Connie Nielsen – “Advogado do Diabo”, “Gladiador”), também conhecida como Diana de Tremyscira ou Diana Prince, é uma amazona que foi treinada desde criança para se preparar para a guerra. Diana nunca tinha saído ou conhecido algo além da ilha paradisíaca que nasceu, até o momento que o piloto Steve Trevor (Chris Pine – “Star Trek”, “Guerra é Guerra”) se acidenta e cai numa praia local da ilha (até então desconhecida por qualquer homem). Diana descobre com o acidente que uma guerra se alastra pelo mundo, logo decide deixar seu lar certa de que pode cessar o conflito.

Em meio a tantas discussões sobre questões de gênero, surge um filme de uma das maiores ícones do mundo geek, que faz parte da grande tríplice da DC (Bruce Wayne – Batman, Clark Kent – Superman, Diana Prince – Mulher Maravilha), uma mulher forte (em vários sentidos) e ainda traz a alma feminista junto a ela. Começamos a considerar que não podia ser diferente já que a heroína é uma Amazona*. Mulher Maravilha nos faz perceber (em meio a vários comportamentos e frases) que o mundo é ainda muito retrógrado, e que frases ditas, numa época de guerras (o tempo apresentado no filme), ainda são presentes até hoje.  

A história de Diana também nos faz pensar em toda a natureza humana, até onde o comportamento humano vêm com ele ou se existe algo que o corrompa. Entramos em conflitos enquanto a história vai se desenrolando, começamos a pensar será que Diana está 100% ou será que as ideologias do Deus da Guerra** não fazem bastante sentido, ainda mais a forma que muitas situações conflituosas vão aparecendo.

A grande verdade é que Mulher Maravilha é um filme que nos leva a refletir, além de falar de uma super heroína onde se tem bastante ação e cenas cômicas, é um filme para refletir determinados pontos. Pode ser que não foram tão aprofundados como um filme mais cult faria, mas temos que considerar e admirar a implementação de tais pontos em blockbusters ainda mais no meio nerd.*

A direção do filme conseguiu passar a história de forma completa (se não completa, bastante amarrada) e rápida, não ficamos naquela coisa massante como alguns filmes, principalmente de heróis, que nos colocam; e também não foi estilo “não temos tempo pra isso como outro (Suicide Squad) fez. A exatidão nas partes técnicas do filme é o diferencial da Mulher Maravilha em relação aos que já foram apresentados pela Warner.

A edição acertou (um dos pontos mais reclamados em filmes anteriores produzidos pela distribuidora), a sonoplastia nos envolve fazendo com que entremos no clima do filme, a caracterização excelente e, pra mim, o grande ponto, a fotografia. O que podemos dizer de uma fotografia com câmera lenta, imagens parecendo que saíram de quadrinhos, iluminação impecável (nao me lembro de um momento que fiquei “nossa, ta escuro”) e lugares paradisíacos?? Só que trouxe grande satisfação visual.

Temos também que considerar as boas atuações, principalmente da nossa Mulher Maravilha, Gal Gadot. Confesso que estava um pouco incrédula com ela assumir tamanha responsabilidade, mas ela nos entregou uma ótima Diana. De resto, tivemos atuações boas e sólidas, com destaque aos coadjuvantes que foram além daqueles  que são considerados principais.

Finalizando, para mim Mulher Maravilha veio para mostrar quem, SIM, mais filmes solos de super heroínas e que SIM, DC CHEGOU NO JOGO.

Vale muita a pena correr ao cinema e se jogar nesse filme.

Nota: 9/10

Ps. Não rolou um 10 para não falarem que puxo saco

Ps2. SE SEGURA MARVEL, DC veio munida.

Ps3. Patty, estamos de olho na senhora. Já te adorava por conta de Monster, fica com a gente ❤

Ps4. Warner, pelamor, é assim um filme de super heróis.

Observações:

*As Amazonas eram guerreiras, donas de armas, cavalos e com uma estrutura social própria. Foram imortalizadas na maioria das lendas por sua coragem de luta quando enfrentavam os homens que tentavam submetê-las. Independentes, viviam em ilhas ou perto do mar.

** Deus da Guerra = Ares.

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