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Por Johnny

Baseado no folclore brasileiro, a história começa quando Pedro Malasartes (Jesuíta Barbosa) completa 21 anos. Sua vida parece estar complicada com sua namorada Áurea (Ísis Valverde) querendo casar e seu cunhado Próspero (Milhem Cortaz) querendo ou cobrar a dívida de seus pais ou matá-lo por estar com sua irmã. Porém, no dia do seu aniversário, Malasartes recebe a visita de seu padrinho, a Morte (Júlio Andrade), que quer que seu afilhado tome o seu lugar. Dirigido por Paulo Morelli, com a participação de Leandro Hassum, Vera Holtz e Augusto Madeira.

Infelizmente, nesse filme, todos mandaram meio mal. Os personagens são bem unidimensionais e os que vem do interior são muito caricatos a ponto de soar falso demais e quebrar a maior parte da suspensão de descrença. Sério, parecia que eu tava vendo uma novela de época da Globo cheia de atores que acabaram de sair da Malhação. Leandro Hassum foi uma decepção terrível porque ele é um bom comediante, mas nesse filme foi 100% sem graça. O único que talvez tenha sido ok foi o Augusto Madeira, mas mesmo a atuação dele foi cheia de bordões que não encaixavam no filme. Vera Holtz é uma excelente atriz que também só decepciona, mas no caso dela fica difícil dizer se o problema foi o roteiro ou a atuação de fato.

O maior ponto de venda do filme foi ser um filme brasileiro com CGI e nisso o filme acerta mais do que erra. Com certeza tem alguns momentos bem fracos no quesito, mas os bons momentos compensam e dão esperança à produção brasileira de aumentar os valores de produção em próximos longas porque dá certo. A ambientação do filme é muito boa e bem detalhada e a trilha sonora é bem presente e bem colocada no filme.

O filme é praticamente todo previsível. Todos os maiores momentos da história são possíveis prever 5, 6 cenas antes. É muito difícil se interessar numa história onde você sabe exatamente o que vai acontecer. Só saber o que vai acontecer não é o único problema da história. O longa parece que tenta pincelar em conceitos bem interessantes, mas não aproveita quase nenhum. O espectador sai do filme com a sensação que a história não faz muito sentido. Os personagens são rasos e pouco cativantes. Tirando o personagem principal, nenhum deles tem um arco de verdade. E mesmo o arco do personagem principal soa forçado e toda a mudança nele é resolvida no final. Pra um filme de comédia, poucos momentos são engraçados e a maioria das piadas são bem fracas.

Aspectos técnicos infelizmente não conseguem salvar um filme com uma história fraca, previsível e quase sem sentido. O filme foi uma promessa para a produção brasileira, mas apenas decepcionou. Ainda assim, continuo com a minha fala de que os filmes brasileiros têm que ser valorizados, mas infelizmente, esse não contribui com a causa.

Nota: 4/10

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