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por Fernando Booyou

Tem muita série boa que nem sempre está entre as mais comentadas, mas que merecem sua dedicação “maratonística”. Pode preparar para moldar o sofá. Só dar play nessas sugestões de séries disponíveis na Netflix que merecem sua atenção.

 

Dirk Gently’s Holistic Detective Agency

Baseada no livro de Douglas Adams, que já escreveu para o Monty Python’s Flying Circus e obras como O Guia do Mochileiro das Galáxias, essa série consegue misturar comédia, ficção científica e mistério com situações sobrenaturais que extrapolam a compreensão humana.

Dirk Gently (Samuel Barnett que está excelente no papel) é um detetive “holístico” que segue intuitivamente pista atrás de pista, totalmente ao acaso. Muitas vezes só durante a investigação é que ele descobre sobre o que está investigando. Acompanhando seu jeito excêntrico, a investigadora badass do TOC Farah Black (Jade Eshete) e o relutante companheiro Todd Brotzman (Elijah “Frodo” Wood), que antes de ficar desempregado era um carregador de malas portador de “pararibulite”, doença que faz a pessoa vivenciar, sentindo na pele experiências como morrer queimado ou afogado ou asfixiado ou esfaqueado, sempre algo agonizante. Ele tenta ajudar a irmã Amanda Brotzman (Hanna Marks) que também sofre da mesma doença e que se envolve com uma gangue chamada Arruaça 3, que além de serem totalmente caóticos e destrutivos, se alimentam da energia de outras pessoas.

Enquanto todos eles não estão sendo caçados pela BlackWing, agência secreta do governo, eles são caçados pela Bart (Fiona Dourif, que é a melhor personagem da série). Mesmo ela sendo infantil e muitas vezes de pensamento inocente, é uma assassina “holística” que mata tudo sem errar um único disparo, que o universo conspira para que ela mate sem nada no mundo ser capaz de ferir ela. Se alguém tenta, o tiro falha, a mira erra, a bala acerta o próprio atirador, o universo conspira para que ela mate sem morrer. Aceite que é bem surreal.

 

Dark

Considerada por muitos como o Stranger Things para adultos, Dark é uma série alemã com ficção científica, drama, mistério e investigação policial. Indicada para quem gosta de criar teorias, descobrir pistas e significados escondidos ou também para quem quer só se divertir.

Em uma pequena cidade alemã que tem uma usina nuclear (e sempre que tem uma usina nuclear, todos sabem que coisas estranhas começam a acontecer), duas crianças desaparecem misteriosamente. A investigação mostra personagens com vidas duplas e expõe a relação construída ao longo dos anos entre 4 famílias. Acompanhamos ao longo dos anos porque entrelaçamento temporal é ponto importante dentro da trama, sendo que apenas algumas pessoas estão cientes de que a viagem no tempo é algo possível. A cada episódio, novas informações são reveladas para alimentar a fome de especulação do espectador.

 

The Good Place

Baseada na crença popular de que se você foi uma boa pessoa você vai viver sua pós vida em um bom lugar, The Good Place satiriza e distorce essa visão. A série começa parecendo que vai ficar no lugar comum, mas a situação vai ganhando novos desdobramentos ao longo da trama. Compensa, mas também fica sempre a sensação de que em algum momento vai estagnar. Mas este momento não chegou e ainda surpreende.

Eleanor Shellstrop (Kristen Bell), que sempre foi um ser humano desprezível, descobre que morreu. E que está chegando no “Lugar Bom”. E pela forma como é tratada desconfia de que está lá por engano. E isso é só o início de um desenrolar ainda maior. Seu anfitrião é o arquiteto do Lugar Bom, nomeado apenas como Michael (Ted Danson). Com o andamento, outros personagens vão se destacando. Como Chidi Anagonye (William Jackson Harper), que antes de morrer era um estudioso de ética e formulador de vários artigos sobre o assunto, mas que tem dificuldades de tomar decisão. Tahani Al-Jamil (Jameela Jamil), a socialite superficial que fez inúmeras boas ações ao longo da vida. Jianyu Li/Jason Mendonza (Manny Jacinto) que inicialmente é apenas um monge que morreu e manteve seu voto de silêncio. E a inteligência artificial do “Lugar”, a Janet (D’Arcy Carden) que traz risadas sempre que demonstra sua habilidade de tornar real tudo que pedem e sua forma de compreender conceitos humanos sendo que ela é apenas uma máquina. Beirando o humor negro e levemente ácido, vai muito além da jornada de se tornar uma boa pessoa, trazendo um bom desenrolar de enredo.

Ela Quer Tudo

Inspirado no filme Ela Quer Tudo de 1986 do diretor Spike Lee, conhecido por sua abordagem racial em suas obras, essa releitura traz a mesma carga sócio-política do original, mas em forma de série dramática, dando oportunidade de abordar e aprofundar melhor em temas como machismo, racismo, diferenças sociais, educação, cultura, entre outros assuntos.

Nola Darling (DeWanda Wise) é uma artista plástica e professora de artes em uma escola pública. Mas, acima de tudo, ela é uma mulher negra. Ela passa por situações em que precisa lidar tanto com o preconceito quanto com o machismo. Ao mesmo tempo em que ela luta pela sua própria liberdade sexual enquanto mantém relação com três amores. O charme da série está em sua narrativa com momentos quase poéticos, o que também era presente na obra original. Cada discurso é contado de forma a fazer o espectador se sentir tocado por cada palavra. E abordando temas importantes para os dias de hoje.

 

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