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por Johnny

Após quase morrer por tentar roubar um carburador de Paula (Carla Salle), Hugo (Guilherme Prates) sai com seu irmão Ricardo (Emílio de Mello) e seus amigos para ir de moto para uma cachoeira. Infelizmente, eles não estão sozinhos lá. Dirigido por Vicente Amorim, com a participação de Juliana Lohmann e Pablo Sanábio.

Guilherme Prates começa o filme com uma atuação bem expressiva que cai um pouco durante o longa mas no final parece se recuperar. Me lembrou bastante a performance de Johnny Massaro em O Filme da Minha Vida em alguns poucos momentos. É sempre bom ver boas atuações de brasileiros no cinema. Carla Salle faz um papel bem misterioso e confuso, mas acaba sendo legal. Me lembrou bastante algumas personagens de Leandra Leal, não sei exatamente porque. Uma que ficou um pouco a desejar foi a de Emílio de Mello, que tem um papel um pouco mais importante mas não brilha nada.

A maioria dos filmes brasileiros que vão pro cinema são de comédia romântica ou drama. Ver um filme de terror slasher é bem interessante, mas talvez aí seja onde começam os problemas do longa. Filmes de terror tem um problema clássico de serem meio previsíveis e Motorrad não é diferente.

Vamos começar falando de coisas boas: as mortes! Se comparar com os primeiros Sexta Feira 13 (cujas mortes são mais close-ups ou fora da câmera), as mortes desse filme são bem legais! Tirando uma delas, todas as mortes são mostradas em sua totalidade e a única que não é tem um ótimo motivo para ser assim. Fãs de filmes de terror geralmente se importam com isso ao assistir esses filmes e de fato é um ótimo ponto positivo.

Mas infelizmente, os pontos positivos acabam por aí. Nem os fãs mais fervorosos do gênero conseguem passar o pano em filmes que não fazem sentido. E esse filme não faz sentido nenhum. Não se sabe nada dos assassinos, quem são eles ou porque eles estão matando, o final deixa o filme mais confuso ainda, o começo do filme também é bizarro, enfim, o filme não faz sentido.

O filme tenta explorar um pouco com os sons pra tentar gerar uma tensão e falha miseravelmente, tirando nas primeiras cenas antes do primeiro diálogo. Claras referências a filmes de terror melhores são observadas no som mas todas em lugares extremamente mal colocados. Além do som, a câmera em momentos de ação deixa toda a cena confusa devido ao excessivo movimento. Se não bastasse o som e a câmera serem ruins, a paleta de cores mortas tira muito do que o filme poderia ser visualmente. O filme inteiro é cinza e talvez tenha sido para criar um ar mais sombrio, mas acaba prejudicando o filme. Em certos momentos, é difícil diferenciar os amigos de Ricardo. Eles até usam roupas diferentes, mas tirando a Bia que usa branco e o namorado dela que usa laranja, nenhum deles é distinguível nas cenas de moto.

Cinema nacional é algo a ser preservado. Pra cada Amor.com, Malasartes, Divórcio, sai um Tropa de Elite, um Bingo. Nenhum deles deve ser ignorado. As produções ruins tem que ser faladas assim como as boas. O que não pode acontecer é parar de ver filmes nacionais porque alguns são ruins. Infelizmente Motorrad se encaixa na categoria de ruim, mas ainda sim vale a pena ser visto por quem gosta do gênero e pra incentivar a indústria. Aparentemente, quando esse filme foi mostrado no Festival de Toronto, ele foi ovacionado, os críticos de lá realmente gostaram. Se vocês entenderem o porquê me avisem.

Nota: 4/10 pra quem é fã de terror. Se você não é, nem perca o seu tempo.

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