por Ed Jr.

Escape Room, dirigido por Adam Robitel (do desastroso discutível “Sobrenatural: A Última Chave”), é uma nova produção de suspense que promete deixar o espectador colado na cadeira do início ao fim num thriller eletrizante que mistura pitadas dos excelentes “Jogos Mortais” e “Cubo”, em especial .

Seis estranhos (Zoey, Ben, Jason, Mike, Amanda e Danny), que passam ou já passaram por momentos complicados em suas vidas, recebem pequenas caixas quebra-cabeça – que lembram muito o Cubo das Lamentações de “Hellraiser” – e acabam sendo misteriosamente convidados para um experimento inusitado: trancados em um prédio repleto de imersivas escape rooms cheias de armadilhas, eles ganharão uma bela quantia em dinheiro se conseguirem sair. A suposta diversão se transforma em medo e pânico quando, ao perceber que os perigos são mais letais do que imaginavam, eles precisam agir rápido para desvendar as pistas que lhes são dadas.

O elenco conta com Taylor Russell – ‘Zoey’ (seriado de 2018 “Perdidos no Espaço”), Logan Miller – ‘Ben’ (“Com Amor, Simon”), Jay Ellis – ‘Jason’ (do vindouro “Top Gun: Maverick”), Tyler Labine – ‘Mike’ (“Tucker e Dale Contra o Mal”), Deborah Ann Woll – ‘Amanda’ (seriado “O Justiceiro”), Nik Dodani – ‘Danny’ (seriado “Atypical”), Yorick van Wageningen (“Papillon”), entre outros.

Pra quem espera mortes grotescas, sangue jorrando e um monte de sustos: lamento, mas Escape Room não vai satisfazer seu desejo! Entretanto, não deixará de proporcionar momentos intrigantes de bastante tensão. Com ritmo cadenciado, bem construído (em seus primeiro e segundo atos) e movimentos de câmera pra lá de interessantes, o diretor Adam Robitel consegue levar o espectador pra dentro das salas junto com os protagonistas. Toda a ansiedade na resolução dos puzzles e o desespero claustrofóbico causado pela atmosfera do ambiente estão presentes o tempo todo.

Outro ponto que ajuda o bom andamento do filme são as próprias escape rooms. Umas mais elaboradas do que as outras, mas cada uma com sua peculiaridade, todas são bem pensadas e os efeitos especiais/visuais surpreendem positivamente.

No que diz respeito ao elenco, a ausência de um único protagonista tira o brilho individual, mas favorece o conjunto. Todos cumprem bem seus papéis e os estereótipos propostos, mesmo com diálogos fracos e backgrounds rasos. De qualquer modo, vale destacar as atuações de Logan Miller e Deborah Ann Woll.

O problema da produção fica por conta terceiro ato. A tentativa desesperada de encaixar uma reviravolta para possíveis continuações leva tudo por água abaixo, esticando demais a trama e a narrativa.

No geral, Escape Room é um bom suspense. A ideia pode ser batida e aparentemente simples, mas a boa execução compensa, mesmo com suas falhas no final. Se você gostou de “Jogos Mortais” e “Cubo”, pode comprar a pipoca e curtir a sessão!

Nota: 7,5/10

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