Por Fernando Booyou

 

Vida: o mesmo terror espacial que você já assistiu, mas com a roupagem dos dias de hoje.

Uma missão no espaço. Uma equipe formada por pessoas com habilidades/especialidades específicas e que se complementam como um time. Essa equipe entra em contato com uma forma de vida de fora da Terra. A partir disso, claro, tudo sai de controle, pessoas morrem e a raça humana encontra uma ameaça que pode extinguir nossa existência. Uma sinopse que serve para descrever Vida (Life). E que também serve para resumir todos os filmes de Terror/Sci-Fi, como Alien (qualquer um da franquia), Europa Report (Viagem à Lua de Júpiter), Event Horizon (O Enigma do Horizonte), entre outros.

O filme traz nada de novo. Mas nem por isso significa que seja menos tenso que seus parentes de ficção científica. O elenco é estelar: Ryan Reynolds (Deadpool) é o engenheiro. Rebecca Ferguson (Missão Impossível 5 e 6) é a especialista em segurança e quarentena. Jake Gyllenhaal (Brokeback Mountain) é um piloto. Hiroyuki Sanada (o japa que aparece em todas produções americanas quando precisam de um japa) é o responsável por manter a estação em órbita. Para completar o elenco, os menos conhecidos: o britânico Ariyon Bakare (Hugh), Doutor responsável em encontrar a forma de vida e cuidar dela, e a russa Olga Dihovichnaya (Ekaterina), responsável por morrer enquanto tenta salvar a vida de seus companheiros (ah, vá. Você não achou que a russa desconhecida seria a personagem que mais duraria, né?). Todos estão na Estação Espacial Internacional (ISS – International Space Station) com a missão de recolher uma sonda que traz amostras do solo de Marte. O objetivo é provar a existência de vida alienígena. E, obviamente, neste quesito a missão é um sucesso e eles encontram uma única célula. O suficiente para gerar o nêmesis que causará todos desastres seguintes. Agora, o problema está em encarar o que eles trouxeram para dentro da estação.

O ponto forte está nos efeitos. Característica que já se espera em produções deste porte. É como assistir Gravidade, mas com uma ameaça extraterrestre. Os atores entregam o medo que o filme exige. Talvez mérito do (não tão conhecido) diretor Daniel Espinosa de Protegendo o Inimigo. Até Ryan Reynolds faz seu timing de comédia caber no contexto. O roteiro tem seus clichês do gênero: alienígena que escapa, câmeras do ponto de vista do inimigo, diálogos forçados que só existem para explicar situações para o espectador, pessoas quebrando a cabeça para deter a ameaça, soluções que não terminam bem, escolhas que levam ao óbito, o alívio de achar que matou a criatura seguido da constatação de que não acabou. E mortes, claro. Até a esperada reviravolta do final também está lá. O que torna o fim interessante, mas nada surpreendente. É mais um filme. Feito para tentar virar franquia. Mas, pelo menos, é bem feito. Cumpre a promessa de alguns calafrios e momentos de tensão.

Apesar de seguir o mesmo formato padrão de seus antecessores, executa a mesma receita com o tempero dos recursos dos dias atuais. Assim como todos os filmes de thriller no espaço, Vida também termina com uma deixa para continuação. Caso aconteça, fica a expectativa por um filme com mais vida própria e menos pretensão de repetir a vida de outras obras.

Nota: 7/10

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