por Ed Jr

Deadpool 2, do diretor David Leitch (“Atômica”), é o novo filme do Mercenário Tagarela e continuação daquele lançado lá em 2016 (review aqui!).

Na nova trama, Wade Wilson/Deadpool (Ryan Reynolds, “O Dono da Festa”, “Lanterna Verde”), tomado por um inédito sentimentalismo familiar – resultado de uma tragédia pessoal – fará o que estiver ao seu alcance para salvar um garoto que se torna alvo de Cable (Josh Brolin, “Os Goonies”, “Vingadores: Guerra Infinita”), um mutante do futuro que busca vingança.

Diante da ameaça e da força de Cable, Deadpool reúne uma equipe de ‘super-heróis’ para ajudá-lo, ou não, a proteger o jovem Russell (Julian Dennison, “A Incrível Aventura de Rick Baker”). O que o Mercenário não imaginava era que as coisas não correriam como esperado e sua tarefa seria bem mais complicada do que pensava…

O elenco e a equipe de heróis contam ainda com: os remanescentes de “Deadpool” Morena Baccarin, T.J. Miller, Brianna Hildebrand e Karan Soni, além dos ‘novatos’ Zazie Beetz, Terry Crews, Bill Skarsgård, Rob Delaney, Lewis Tan, entre outros.

Esperamos sempre mais em continuações mesmo que essas continuações quase nunca superem seus precursores, e a sequência de um sucesso como “Deadpool” dificilmente seria uma exceção (convenhamos que o fato de ser um filme de herói lançado pouco tempo depois do fenomenal “Vingadores: Guerra Infinita” também atrapalha qualquer avaliação).

A falta de inovação é o maior pecado aqui. A ausência do elemento surpresa certamente afeta o novo filme do Mercenário Tagarela, pois a quebra da quarta parede – falar com o espectador – e a zoeira são ótimas e estão presentes o tempo inteiro, mas nenhuma delas parece tão divertida quanto antes!

Utilizando-se da mesma receita zoeira-violência extrema, Deadpool 2 chega recheado de referências e piadas que mascaram o fraco roteiro (inclusive, o herói aproveita para tirar sarro da pobreza e preguiça do roteiro!). Além do roteiro, outros pontos negativos são a falta de profundidade dos personagens de apoio e o horroroso duvidoso CGI em determinados momentos (em especial quando Colossus e o vilão aparecem ao mesmo tempo).

Em contrapartida, as atuações são satisfatórias, Ryan Reynolds continua O cara como Deadpool e Josh Brolin entrega um ótimo, ainda que subaproveitado, Cable. O destaque, no entanto, vai para Zazie Beetz como a heroína Domino. Com um poder pra lá de duvidoso (e é claro que o protagonista faz várias piadas a respeito disso), a personagem é responsável por divertidíssimas sequências.

Ponto positivo também são as lutas e cenas de ação que, bem coreografadas e bastante explícitas, exploram ainda melhor os poderes decorrentes da mutação de Deadpool. Cabe ressaltar a trilha sonora que é clássica, piegas e tão boa quanto a do primeiro filme.

Opinião: Deadpool 2 é zoeiro, escrachado, violento e divertido, mas não é incrível como o antecessor. A sensação que fica é um enorme ‘ahhh legal, mas já vi isso antes…’. Apesar de tudo, vale o ingresso e a ida ao cinema… A pipoca só se for no balde com o formato da máscara do herói para guardar de lembrança!

Nota: 8,5/10

OBS: Deadpool 2 tem a melhor cena pós-créditos da história das cenas pós-creditos! 😉

 

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